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Correio da Manhã

Portugal
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Relatório revela fraca qualidade das refeições

Crianças não comem e os pais e encarregados de educação estão preocupados com a sua alimentação.
Sónia Trigueirão e José Castro Moura 17 de Janeiro de 2018 às 08:49
Encarregados de educação da Escola Básica do Parque das Nações pedem intervenção das entidades responsáveis
Encarregados de educação da Escola Básica do Parque das Nações pedem intervenção das entidades responsáveis FOTO: David Martins
Um relatório sobre a alimentação servida e a logística na zona de refeições da Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa, revelou que a comida que é dada às crianças é fraca, quer em qualidade, quer em quantidade.

De acordo com o documento, elaborado a pedido da associação de pais e encarregados de educação daquela escola, "as crianças, em todos os turnos, apresentavam-se descontentes e com enormes dificuldades para se alimentarem minimamente".

Pode ler-se ainda que "a fraca adesão na hora das refeições, o desespero em que algumas crianças solicitavam ajuda para lhes darem outra comida que não aquela e a quantidade de comida não ingerida foi um cenário real e preocupante".

Ao que o CM apurou, a associação de pais e encarregados de educação vai recolher assinaturas para fazer chegar o manifesto de clara insatisfação geral às entidades responsáveis.

Contactado pelo CM, Ricardo Robles, vereador com o pelouro da Educação na Câmara de Lisboa, disse já estar a par dos problemas naquela escola e que já tinha reunido com os pais e com o presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, Mário Patrício.

De acordo com o vereador, vão ser levadas a cabo duas medidas, uma de médio e outra de curto prazo. A de médio prazo passa por tentar acelerar a construção da Escola Básica 2,3 do Parque das Nações no terreno contíguo ao da escola atual.

O novo estabelecimento terá uma cozinha para confeção da comida. Entretanto, a curto prazo, as refeições vão ser fornecidas pela cantina da Escola Infante D.Henrique.
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