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Correio da Manhã

Portugal

Remoção de amianto ao sábado origina protesto

Autarquia garante que a qualidade do ar dos edifícios abrangidos é analisada antes de retomarem a atividade.
João Saramago 7 de Novembro de 2019 às 08:37
Protesto dos professores contra os trabalhos ao fim de semana decorreu frente aos Paços de Concelho em Sintra
Manifestantes utilizaram máscaras durante a marcha ‘Não ao amianto’ para exigir a remoção da substância das escolas
Protesto dos professores contra os trabalhos ao fim de semana decorreu frente aos Paços de Concelho em Sintra
Manifestantes utilizaram máscaras durante a marcha ‘Não ao amianto’ para exigir a remoção da substância das escolas
Protesto dos professores contra os trabalhos ao fim de semana decorreu frente aos Paços de Concelho em Sintra
Manifestantes utilizaram máscaras durante a marcha ‘Não ao amianto’ para exigir a remoção da substância das escolas

Um grupo de professores realizou ontem um protesto em frente à Câmara Municipal de Sintra, contestando a retirada de amianto, ao fim de semana, em três escolas do concelho. "A escola é para aprender e não para adoecer", foram as palavras de ordem no protesto organizado pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP). A manutenção de estruturas com amianto em várias escolas levou o sindicato a convocar uma greve nacional que decorre de 11 a 22 deste mês.

No caso de Sintra, o STOP defende que a operação de retirada ao fim de semana encerra riscos, pois as partículas ficam no ar até ao retomar das aulas, na segunda-feira. O STOP sugere que as intervenções decorram durante as interrupções letivas.

"A remoção de coberturas com amianto obedece a legislação própria, sendo fiscalizada pela Autoridade para as Condições de Trabalho. O funcionamento das escolas é interrompido durante o período de remoção das coberturas e após a sua retirada é realizada a avaliação da qualidade do ar dos edifícios abrangidos, os quais retomam a sua atividade", explica o presidente da autarquia, Basílio Horta.

A Câmara de Sintra substituiu, em menos de um ano e meio, as coberturas em fibrocimento em 29 escolas do 1º ciclo, faltando uma, que tem a intervenção prevista para 2020. No caso das Escolas Básicas 2/3, está previsto a substituição em 11 das 20 escolas durante o próximo ano. Segundo o presidente da autarquia, as escolas do concelho serão consideradas livres de fibrocimento até ao final de 2020.

O município de Sintra conta com cerca de 26 000 m2 de coberturas substituídas nos últimos 18 meses, em 28 escolas.

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