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Correio da Manhã

Portugal
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Santarém ameaça despejar comerciantes do mercado municipal

Edifício vai ser alvo de requalificação no valor de 2 milhões.
João Nuno Pepino 28 de Julho de 2019 às 10:31
Os comerciantes do mercado municipal de Santarém contestam a mudança para a Casa do Campino
Os comerciantes do mercado municipal de Santarém contestam a mudança para a Casa do Campino FOTO: João Nuno Pepino
Os vendedores do mercado municipal de Santarém têm de desocupar as lojas e deixar limpas as bancas que ocupam até terça-feira, segundo um edital que a câmara municipal afixou na semana passada.

O edital, cuja publicação caiu muito mal entre os comerciantes, adianta ainda que quem se recusar a cumprir a ordem será despejado "imediata e coercivamente, com recurso às autoridades policiais".

Este é o episódio mais recente do braço de ferro entre a autarquia, que já tem luz verde do Tribunal de Contas para avançar com a empreitada de requalificação do edifício, e os vendedores, que se recusam a sair até terem garantias que poderão regressar nas mesmas condições após o final das obras.

Para já, a alternativa oferecida pela câmara é a Casa do Campino, uma solução temporária que os comerciantes não aceitam, porque defendem que este espaço não reúne condições para acolher os seus negócios. Dos cerca de 40 vendedores, apenas dois já manifestarem intenção de se instalar na Casa do Campino, a partir de 1 de agosto.

Em junho, um grupo de comerciantes entrou com uma providência cautelar para tentar impedir o arranque da obra, mas a resposta do Tribunal de Santarém foi favorável à autarquia, ao aceitar uma resolução fundamentada que levanta o efeito suspensivo.

Com um valor a rondar os dois milhões de euros, o projeto de requalificação do mercado inclui a recuperação integral deste imóvel classificado, a reparação de todos os danos estruturais e a ainda criação de 36 bancas, quatro praças interiores e 29 lojas.
Santarém Casa do Campino
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