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Correio da Manhã

Portugal

Setúbal vai contestar dragagens em Lisboa

Vigília concentra 200 pessoas no estuário do Sado contra avanço da draga.
João Saramago 8 de Dezembro de 2019 às 20:31
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal
'Vigília pelo Sado' contra as dragagens no rio Sado, uma iniciativa da SOS Sado, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal

Aumenta a contestação da população de Setúbal ao início das dragagens no estuário do rio Sado, operação que visa rasgar um canal com 13 metros de profundidade que permita a circulação de navios com maior calado para o porto local.

A draga que vai realizar os trabalhos, está localizada no estuário desde sexta-feira e aguarda luz verde para dragar o rio 24 horas por dia. Inconformado o movimento SOS_Sado realizou, este domingo, uma vigília frente ao rio. Um outro protesto está marcado para quarta-feira, às 16h00 horas, na câmara Municipal, entidade que não contesta o projeto.

No dia 19, quando o assunto for discutido pelos deputados está prevista uma concentração junto à Assembleia da República. "Está na hora de irmos a Lisboa", avançou David Nascimento, perante as cerca de 200 pessoas que participaram na ação deste domingo.

O movimento  contesta o plano de desenvolvimento proposto para Setúbal que visa a ampliação do porto. Solução que  o SOS_Sado defende, vai arruinar a comunidade de pescadores, ameaça o turismo, destrói parte do património arqueológico submerso e agrava a qualidade do ar em Setúbal.

A obra que os ambientalistas alegam ameaçar a permanência  dos golfinhos no Sado e coloca em risco as reservas de peixe existentes na restinga frente a Tróia, também é contestada pela associação ambientalista Zero. Presente na vigília, Carla Graça afirmou que todo o projeto que levou à realização das dragagens "foi pouco divulgado". Adiantou que "na impossibilidade dos trabalhos serem cancelados a única alternativa será o tribunal  por via judicial".

DEPOIMENTOS
Carla Graça, Associação Ambientalista Zero
"Solução levanta sérios riscos ambientais"
"A solução aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente levanta sérios riscos ambientais, colocando em risco a preservação da biodiversidade existente no estuário do Sado."

Rui DaviD, músico, Setúbal
"Projeto ameaça futuro turístico da região"
"É uma opção de desenvolvimento que é contestada. Setúbal e a área do estuário do Sado, com a realização das dragagens e ampliação do porto, vê o futuro na área do turismo ameaçado pela degradação do ambiente."

Teresa Aguilar, doméstica, Setúbal
"Navios para contentores não têm interesse"
"As dragagens não têm qualquer interesse para Setúbal. Não nos interessa ter mais navios para contentores. Mesmo em termos de emprego, são poucos os lugares criados. Não vamos ganhar nada com isto."

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