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Correio da Manhã

Portugal
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Sines exige reposição da mancha florestal

Nemátodo do pinheiro dizimou barreira natural entre zona industrial e a cidade.
11 de Abril de 2017 às 08:21
Indústrias estavam separadas da cidade por floresta. Hoje os terrenos são quase todos de pasto e mato
Indústrias estavam separadas da cidade por floresta. Hoje os terrenos são quase todos de pasto e mato FOTO: Direitos Reservados
A Assembleia Municipal de Sines (AMS) está preocupada com a perda de área florestal no concelho. A estimativa é que, na última década, tenha sido destruída cerca de 90 por cento da mancha florestal na área urbana da cidade e uma elevada percentagem na zona do complexo industrial.

Segundo José Luís Batalha (PS), presidente da AMS, este problema deve-se ao nemátodo do pinheiro que destruiu o pinhal na zona de São Torpes, no Parque de Campismo e nalgumas zonas do complexo industrial. "No que era o pulmão da cidade", apenas há pasto e mato. "As árvores deveriam ter sido substituídas por outras espécies, o que não aconteceu. Perdemos uma barreira arbórea que evitava que os cheiros provenientes das indústrias e especialmente da ETAR da Ribeira de Moinhos chegassem à cidade, o que não acontece atualmente. Esta situação é grave", argumenta.

Já Hélder Guerreiro (CDU) considera que "este é um problema antigo e que se tem agravado nos últimos anos. Como já alertámos no passado, o problema está na gestão que é feita do complexo industrial e do facto de muitas áreas florestais junto ao complexo pertencerem a empresas privadas que fazem a gestão como querem. Defendemos a reflorestação e a criação de um Gabinete Municipal Florestal, para estudar e resolver este grave problema", disse.

Por seu turno, Marisa Santos, do Movimento Sines Interessa Mais, explicou que sempre defenderam "que a área florestal deve ser preservada e reforçada. Mas a poluição que é sentida em Sines não se deve só a este problema", propondo uma estratégia mais alargada.
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