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Correio da Manhã

Portugal
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"Só queremos impedir uma nova tragédia aqui": morte de aluna motiva protesto

Morte de aluna provocou um protesto contra falta de segurança em cruzamento.
Paulo Jorge Duarte 2 de Fevereiro de 2020 às 07:38
Sara Cunha tinha 17 anos e morreu na sequência de um atropelamento
Mais de 300 pessoas participaram em manifestação em Lustosa
Alguns manifestantes exaltaram-se e a GNR foi chamada a intervir
Sara Cunha tinha 17 anos e morreu na sequência de um atropelamento
Mais de 300 pessoas participaram em manifestação em Lustosa
Alguns manifestantes exaltaram-se e a GNR foi chamada a intervir
Sara Cunha tinha 17 anos e morreu na sequência de um atropelamento
Mais de 300 pessoas participaram em manifestação em Lustosa
Alguns manifestantes exaltaram-se e a GNR foi chamada a intervir
A revolta pela morte de Sara Cunha, de 17 anos, na sequência de um atropelamento, na EN106, junto à escola EB 2,3 e Secundária de Lustosa, em Lousada, provocou um protesto, ontem, da população contra a falta de condições de segurança no local onde ocorreu o acidente fatal.

"A nossa luta tem o objetivo de evitar mais tragédias, queremos alertar as entidades competentes para tornar este cruzamento mais seguro. Queremos que sejam colocadas lombas, para obrigar as viaturas a reduzirem a velocidade, e que os semáforos funcionem, pois estão constantemente avariados", disse, ao CM, Judite Lopes, organizadora da iniciativa ‘Para que a tragédia não se repita’. 


No entanto, a vigília, que se iniciou de forma pacífica, transformou-se em corte de estrada. Cerca de 300 manifestantes concentraram-se no cruzamento fatal e impediram a passagem do trânsito, nos dois sentidos. Ao fim de três horas, o Destacamento de Intervenção da GNR forçou a abertura de um ‘corredor’ para conseguir reabrir o tráfego.

"É uma vergonha, não somos nenhuns animais que aqui estamos, somos seres humanos que lutam por melhores condições de segurança para nós e para os nossos familiares. Nem imagino aquela mãe que agora não tem a filha em casa, é terrível", afirmou Rute Guedes, uma das manifestantes. "Este cruzamento já teve lombas, mas foram retiradas quando colocaram o piso novo.

Têm de voltar a colocar, é a vida de centenas de jovens alunos que está em causa", realçou Filipe Reis, outro dos manifestantes. A colocação de lombas na EN106 é da responsabilidade da empresa pública Infraestruturas de Portugal.
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