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Correio da Manhã

Portugal
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“Somos transportados pior do que os animais”, dizem utentes

Queixam-se de falta de condições e de segurança nas ambulâncias da empresa Flor da Ria.
Nelson Rodrigues 28 de Novembro de 2017 às 09:23
Alice Vigário considera que há falta de segurança nos veículos
Domingos Oliveira questiona se as viaturas são fiscalizadas
Ambulâncias transportam doentes em Aveiro e no Porto
Alice Vigário considera que há falta de segurança nos veículos
Domingos Oliveira questiona se as viaturas são fiscalizadas
Ambulâncias transportam doentes em Aveiro e no Porto
Alice Vigário considera que há falta de segurança nos veículos
Domingos Oliveira questiona se as viaturas são fiscalizadas
Ambulâncias transportam doentes em Aveiro e no Porto
Falta de travões, bancos avariados, janelas partidas e coladas com fita-cola, portas que abrem em andamento, falta de cintos de segurança e chuva no interior das viaturas.

Estas são apenas algumas das queixas dos utentes das ambulâncias da empresa Flor da Ria, da Murtosa, e que transportam doentes pelos distritos de Aveiro e Porto.

"Uma vez, eu vinha para a clínica e a porta abriu em andamento numa estrada perigosa. Uma ambulância até tinha um paralelo para ajudar a meter as mudanças. Somos transportados pior do que os animais", disse ao CM a utente Alice Vigário, de 81 anos, e residente em Gondomar.

"Não temos degraus para subir, às vezes há é bancos de plástico ou grades de cerveja. As viaturas não têm travões", referiu Glória Sousa.

Também a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) já demonstrou a sua revolta no que diz respeito à forma como são transportados os doentes.

"Já houve pelo menos três acidentes com estas carrinhas por não terem cinto de segurança. O último foi em setembro, e o doente sofreu ferimentos e foi hospitalizado. Eu questiono se esta empresa trabalha na legalidade. Há fiscalizações? Isto não pode acontecer. E há ainda o facto de as ambulâncias estarem sempre sobrelotadas. Têm capacidade para cinco doentes e levam sete: dois deles sentados numa maca ou no chão. Isto não pode acontecer", referiu Domingos Oliveira, presidente da APIR.

O CM contactou a empresa Flor da Ria por telefone, mas, na ausência de um responsável, foi pedido o envio de um email, ao qual não houve resposta até ao fecho desta edição.
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