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Correio da Manhã

Portugal
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SOS Sado denuncia obra ao comandante do Porto de Setúbal

Obra de destruição da parte submersa da Pedra Furada afeta comunidade de roazes.
Sofia Garcia 16 de Abril de 2019 às 08:43
Batelão está instalado em frente ao Porto de Setúbal e serve de base para os trabalhos de remoção de rocha submersa
Dragagens para ampliação do porto de Setúbal vão obrigar à remoção de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia
Batelão está instalado em frente ao Porto de Setúbal e serve de base para os trabalhos de remoção de rocha submersa
Dragagens para ampliação do porto de Setúbal vão obrigar à remoção de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia
Batelão está instalado em frente ao Porto de Setúbal e serve de base para os trabalhos de remoção de rocha submersa
Dragagens para ampliação do porto de Setúbal vão obrigar à remoção de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia
A obra de destruição da parte submersa da Pedra Furada de Setúbal, no âmbito das obras de dragagens para ampliação do Porto de Setúbal, continua a gerar polémica.

Depois de os trabalhos da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra terem sido denunciados pela Associação SOS Sado, na semana passada, o movimento cívico apresentou esta segunda-feira queixa formal ao comandante do Porto de Setúbal.

Segundo a associação, as obras são ilegais e prejudiciais para a comunidade de roazes corvineiros do Sado.

"Estas obras representam um prejuízo ambiental e geológico considerável, quer pela via do ruído produzido, quer pela ressuspensão de sedimentos gerados e outros que podem ainda não estar determinados", escreve o movimento em comunicado.

Contactado pelo CM, o capitão do Porto de Setúbal confirma a receção da queixa mas admite que as competências da capitania são limitadas.

"As responsabilidades de capitão de Porto cingem-se à garantia da segurança da navegação e pessoas, no decorrer da obra, e isso foi e está acautelado", diz Luís Lavrador. A queixa vai no entanto ser analisada.

Segundo a APSS, as obras iniciadas a 1 de abril junto ao terminal Tersado, em Setúbal, destinam-se à remoção de um afloramento arenítico, ou seja, a parte submersa da Pedra Furada, e pretendem permitir a obra de dragagens no rio Sado.

O ruído proveniente da destruição da pedra, debaixo de água, preocupa a associação, que na semana passada gravou o barulho provocado pela obra com um hidrofone.

O som, garante a SOS Sado, é prejudicial à comunidade de golfinhos.
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