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Correio da Manhã

Portugal
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Verba em falta para realojar quem ainda vive no bairro do Aleixo no Porto

Fundo imobiliário sem financiamento para as construções para onde deveriam ser transferidos os habitantes realojados.
Manuel Jorge Bento e Lusa 21 de Março de 2019 às 08:42
Operação de demolição das três torres que ainda subsistem no bairro do Aleixo ainda não tem data definida
Bairro do Aleixo, no Porto
Bairro do Aleixo, no Porto
Operação de demolição das três torres que ainda subsistem no bairro do Aleixo ainda não tem data definida
Bairro do Aleixo, no Porto
Bairro do Aleixo, no Porto
Operação de demolição das três torres que ainda subsistem no bairro do Aleixo ainda não tem data definida
Bairro do Aleixo, no Porto
Bairro do Aleixo, no Porto
O fundo imobiliário criado para demolir o Aleixo, no Porto, ainda só entregou dois dos cinco projetos de habitação social que devia concretizar para realojamento dos moradores do bairro. E uma auditoria que consta do relatório de gestão de 2018 indica que o fundo "não tem garantidos meios financeiros próprios ou alheios suficientes para assegurar todas as reabilitações ou construções que lhes estão cometidas".

A FundBox, entidade gestora do fundo, refere que o relatório de gestão foi subscrito ainda pela anterior sociedade gestora (do Grupo Espírito Santo) e salienta que, no momento próprio, "fará todas as diligências adequadas para o financiamento das construções a levar a cabo nos termos do contrato com o município do Porto".

Já entregues foram os projetos de habitação das ruas das Musas e Mouzinho da Silveira. Em obra, estão 29 habitações na travessa de Salgueiros. O concurso para construir 36 fogos nas Eirinhas será lançado em abril. Ainda sem data está a construção de 66 habitações no bairro do Leal.

Igualmente sem data definida continua a demolição das três torres existentes. A gestora do fundo indica que "está em condições de avançar com a empreitada tão prontamente quanto a Câmara do Porto libertar as torres de moradores".

Já no dia 11, Rui Moreira, presidente da autarquia, admitia que não foi possível realojar as 270 pessoas que, há meio ano, ainda viviam no Aleixo. Disse que as que ainda lá residem - cerca de metade - "estão em fase adiantada do processo de transferência" e que pediu à Domus Social que acelere o processo.

O CM questionou esta quarta-feira o município, e não obteve resposta.
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