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Correio da Manhã

Portugal
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119 pessoas condenadas por corrupção com cartas de condução

Arguidos foram condenados entre um ano e meio e 10 anos por corrupção e falsidade informática.
Paulo Jorge Duarte 15 de Julho de 2019 às 21:41
Cartas de condução
Tribunal
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Cento e dezanove arguidos foram esta condenados a penas de prisão, na maioria suspensas, entre um ano e meio e 10 anos por corrupção e falsidade informática, numa mega-fraude nos exames teóricos para obter a carta de condução.

António Melo, mentor do esquema - que garantiu a aprovação de 108 candidatos ao exame de Código -, apanhou a condenação mais pesada. Cinco examinadores do Centro de Exames do ACP do Porto foram condenados a penas entre cinco e oito anos. O julgamento do Tribunal de S. João Novo, Porto, decorreu nos Bombeiros de Valadares, em Vila Nova de Gaia.

Outros quatro arguidos foram sentenciados a cinco anos de cadeia, pena suspensa. Já os 108 candidatos que beneficiaram do esquema fraudulento apanharam penas suspensas, entre um ano e meio e três anos e nove meses. Só um arguido foi absolvido. "São penas muito pesadas para este tipo de crime. Felizmente, o tribunal decidiu absolver os arguidos do crime de associação criminosa", disse ao CM Pedro Marinho Falcão, advogado de um examinador.

António Melo, proprietário de três escolas de condução, contou com a ajuda dos examinadores. Os alunos levavam microcâmaras para os exames. O mentor visualizava as perguntas num computador e dava as respostas através de telemóvel.

Seis escolas de condução foram condenadas a multas que totalizam cerca de 600 mil €. Os gerentes não poderão exercer funções na área da formação durante cerca de cinco anos.
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