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Correio da Manhã

Portugal
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Polícias cercam Parlamento e fazem ultimato ao Governo

Assembleia da República com medidas de segurança nunca vistas para receber cerca de 15 mil polícias de todo o País.
João Carlos Rodrigues e Daniela Polónia 22 de Novembro de 2019 às 01:30
15 mil polícias nas ruas fazem ultimato ao Governo
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
15 mil polícias nas ruas fazem ultimato ao Governo
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
15 mil polícias nas ruas fazem ultimato ao Governo
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
Manifestação da PSP e GNR em Lisboa
A manifestação que esta quinta-feira juntou 15 mil polícias em frente à Assembleia da República terminou com um ultimato ao Governo de António Costa – o principal visado do protesto. "Caso não estejam contempladas no Orçamento do Estado para 2020 verbas para responder às exigências do elementos das Forças de Segurança, voltaremos aqui no dia 21 de janeiro", foi o aviso feito pelos organizadores do protesto – os dois principais sindicatos da PSP e GNR – que juntou muito mais manifestantes do que era esperado muito por causa da adesão do Movimento Zero.

Uma pressão que levou o ministro da Administração Interna a falar ao País quando muitos já tinham trocado São Bento pelo Terreiro do Paço, para realizar uma vigília em honra do episódio que ficou conhecido como ‘Secos e Molhados’ – um protesto a 21 de abril de 1989 que terminou em confrontos entre polícias em protesto e polícias em serviço e que marcou o início da luta sindical na PSP.

Eduardo Cabrita garantiu, pouco depois das 20h00, que já está em curso um plano plurianual de entrada de elementos para contrariar o envelhecimento das Forças de Segurança e que foi na anterior legislatura que se deu a promoção de 80% do efetivo da PSP e GNR. Outra das medidas anunciadas é a criação de um programa de saúde e segurança no trabalho a breve prazo. Mas entre as reivindicações da classe policial estão o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Apesar dos temores, que levaram o Comando de Lisboa da PSP a erguer um verdadeiro muro à volta do Parlamento, o protesto decorreu sem incidentes e ficou até marcado pelo longo aplauso dos manifestantes aos colegas que estavam fardados e de serviço, na escadaria do Parlamento, que desta vez não foi tomada de assalto por polícias insatisfeitos.

PS diz que houve mais investimento
A líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, afirmou esta quinta-feira que nos últimos quatro anos houve mais investimento e descongelamento de carreiras.

Marcelo quer forças com novo estatuto
O Presidente da República afirmou esta quinta-feira esperar que sejam encontradas respostas para o estatuto das Forças de Segurança, assim como das Forças Armadas.

DEPOIMENTOS
António brigas, 56 anos, agente da psp há 34 anos - Lisboa
"A questão da pré-reforma é outra vergonha a resolver"
"É urgente melhorar os salários. Recebemos um ordenado que não é digno para a profissão e que está pouco acima do ordenado mínimo. O nosso vencimento devia ser, no mínimo, o dobro. A questão da pré-reforma é outra vergonha que tem de ser resolvida. Estamos cinco anos à espera disso."

Rogério laranjeira, 50 anos, agente da PSP há 27 anos - Porto
"Governo olha para a Polícia como se fosse o inimigo"
"Queremos melhores condições e mais respeito. O Governo olha para a Polícia quase como se esta fosse inimiga do próprio governo. Nós representamos o nosso país. Se Portugal é um País seguro, é graças ao nosso esforço contínuo. O Movimento Zero é um protesto pacífico, a violência não faz parte."

Cláudio Almeida, 42 anos, militar da GNR há 21 anos - Montijo
"O nosso salário não é proporcional às exigências"
"É difícil identificarmos prioridades, as necessidades mais básicas estão defraudadas. O salário não é proporcional às exigências da profissão. Todos os governos estiveram disponíveis para negociar, o que não se materializou foi o resultado das negociações. De boas intenções está o Inferno cheio."
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