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TRÊS MORTOS EM COLISÃO

Três jovens morreram e outros tantos ficaram gravemente feridos numa colisão frontal entre um automóvel Ford Fiesta (09-08-IU) e uma carrinha Hyundai (69-13-EH) ocorrida cerca das duas horas da madrugada de ontem na Avenida Paul Harris, numa das entradas de Portimão.

23 de novembro de 2003 às 00:13

Segundo o Correio da Manhã apurou, as vítimas mortais, que seguiam no Ford Fiesta, foram identificadas como Ester das Neves Vítor Duarte, Pedro Filipe Jesus Pinto - ambos de Portimão, com 27 anos de idade – e Cláudia Cristina Pereira, esta de Lagos e com 24 anos.

No mesmo veículo seguiam ainda Maria Helena Torres e Vera Almeida, que ficaram em estado grave. Uma das jovens aparentava estar em estado de choque.

O último sinistrado, que conduzia a carrinha, António Manuel Duarte Guerreiro, de S. Bartolomeu de Messines, de 38 anos de idade, ficou igualmente em estado grave, com ferimentos diversos nos membros e na cabeça.

Embora se desconheçam ao certo as causas do acidente, fontes que estiveram no local admitiram ao CM que o mesmo pode ter tido origem, de acordo com indícios no pavimento, num despiste por parte do Ford Fiesta. O vento e a chuva intensos que se faziam sentir na altura poderão ter contribuído para o desfecho.

De acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro, as duas viaturas ficaram praticamente destruídas e as vítimas encarceradas no seu interior. Os Bombeiros Voluntários de Portimão (BVP) deslocaram-se de imediato para o local e, face à gravidade da situação, solicitaram o apoio da corporação de Lagoa. Nas operações estiveram envolvidos 18 bombeiros e oito viaturas, bem como pessoal do INEM e a Viatura Médica de Emergência Rápida, que procederam aos primeiros socorros.

socorro complicado

A libertação das vítimas do interior do monte de chapa amolgada em que se transformaram os dois veículos envolvidos na colisão revelou-se bastante complicada, até porque as operações decorreram sempre debaixo de chuva e vento.

As vítimas foram conduzidas ao Hospital do Barlavento Algarvio. As duas jovens, face à gravidade dos ferimentos, foram evacuadas para o Hospital de S. José, em Lisboa.

Devido ao acidente, a Av. Paul Harris teve de ser cortada ao trânsito durante algum tempo, pela PSP. A intervenção dos bombeiros foi dada por concluída cerca das cinco horas da madrugada.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Portimão sublinhou as dificuldades sentidas no desencarceramento: “Foi um processo complicado, pois as viaturas ficaram de tal modo que ‘prenderam’ os sinistrados. Numa situação de emergência como esta todos os segundos contam e sentíamo-nos pressionados pela necessidade de actuar o mais rapidamente possível, a fim de resgatar os sobreviventes”, frisou.

Indicou ainda que a corporação portimonense dispõe de meios de desencarceramento para ligeiros mas não para pesados, problema aliás comum a todo o Barlavento e que “devia ser colmatado”.

CALMO NO MEIO DOS DESTROÇO

A calma exibida pelo condutor da carrinha Hyundai, António Manuel Duarte Guerreiro, de 38 anos, surpreendeu os elementos das equipas de salvamento.

Apesar de ter ficado em estado grave, com ferimentos na cabeça e traumatismos nos membros, o automobilista manteve um sangue-frio impressionante. Sempre consciente, António Guerreiro facilitou, com a sua atitude, a intervenção dos bombeiros que procederam ao seu desencarceramento da carrinha. Enquanto esteve ‘preso’, o condutor foi comunicando com as equipas de socorro e chegou mesmo a falar ao telemóvel com um familiar, o qual foi ter com ele ao Hospital do Barlavento.

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