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Correio da Manhã

Portugal
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Guerra sem fim contra nova taxa

Isilda Gomes acusa anterior executivo de deixar "herança desastrosa e irresponsável".
22 de Outubro de 2014 às 14:08
Terceiro protesto contra nova taxa municipal decorreu ontem junto à Câmara de Portimão
Terceiro protesto contra nova taxa municipal decorreu ontem junto à Câmara de Portimão FOTO: Pedro Noel da Luz

Mais de duas centenas de pessoas manifestaram-se ontem contra a taxa municipal de Proteção Civil de Portimão, naquele que foi o terceiro protesto de rua em menos de um mês. Um abaixo-assinado contra a nova taxa também já foi subscrito por 3500 pessoas.

"Estão a meter-nos as mãos nos bolsos por causa daqueles que nos roubaram", acusa António Tomás, que, tal como outros manifestantes, aproveitou o facto de se realizar a sessão de câmara, ao mesmo tempo, para protestar também dentro do salão nobre.

"Não temos culpa daquilo que eles estragaram. Deixaram o povo na miséria", acusa Ermelinda Correia. Ao seu lado, Adelina Antónia diz estar revoltada porque tem "uma reforma pequena e já mal dá para a comida".

A câmara garante, no entanto, que as pessoas de menores recursos não terão de pagar. E explica que a nova taxa foi aprovada pelo anterior executivo – presidido por Manuel da Luz (PS) – e não pode ser suspensa por constar do plano de ajustamento financeiro da autarquia, que tem uma dívida de mais de 160 milhões. Isilda Gomes, atual presidente da câmara, também do PS, disse ao CM que "este é o resultado da herança desastrosa e irresponsável que recebi do anterior executivo".

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