Cemitério de Troviscoso já tinha sido alvo de furto de cobre.
Profanam jazigo para roubar urna de chumbo
Nunca tinha acontecido nada assim. Levaram a urna e deixaram os restos mortais no chão". Agostinho Lourenço, proprietário da Funerária Troviscoso, já tinha encontrado o cemitério da freguesia assaltado, mas nunca como desta vez. Sexta-feira deparou com um jazigo profanado e a urna de chumbo desaparecida.
"Toda a gente sabe que o chumbo tem valor comercial", explicou o empresário, que costuma cuidar de algumas campas de famílias que estão fora do País. Hoje em dia, as urnas são de materiais sem valor, como o zinco e o inox, o que levou os assaltantes a escolherem o jazigo nº 10, com mais de 20 anos.
As testemunhas acreditam que os autores do crime utilizaram um escadote para subir, já que a estrutura tem três patamares e todas as portas se encontravam partidas. "A nossa preocupação foi voltar a colocar os restos do corpo que estavam no meio dos destroços da porta dentro do jazigo", contou ao CM Agostinho Lourenço. O presidente da junta de freguesia de Troviscoso contou ao CM que vai ser hoje apresentada uma queixa na GNR, acrescentando que "ainda não foi possível informar a família da triste notícia".
No cemitério de Troviscoso já tinham sido roubadas peças em cobre no valor de 12 mil euros, mas este caso deixou a população chocada. "Ainda ontem houve aqui um funeral e as pessoas estavam todas a comentar. É triste quando se chega ao ponto de mexer nas urnas", concluiu Agostinho.
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