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Educadora e auxiliar maltratam 25 crianças

Vítimas, entre os três e os cinco anos, foram agredidas com bofetadas e amarradas.

07 de fevereiro de 2018 às 08:50
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2 - maus tratos

Vinte e cinco crianças do jardim de infância integrado na EB1 de Vendas Novas, em Fiães, Santa Maria da Feira, foram alvo de maus-tratos por parte de uma educadora de infância e de uma auxiliar, entre 2015 e 2016. Os menores, entre os três e os cinco anos, foram agredidos com bofetadas, amarrados, insultados e impedidos de ir à casa de banho. A educadora, Rosa Oliveira, de 56 anos, e a auxiliar, Jéni Carneiro, de 58, começam a ser julgadas em maio por maus-tratos.

Segundo a acusação, as duas mulheres instalaram um clima de medo entre as crianças. Davam bofetadas na cara e no rabo das vítimas, gritavam com elas e recusavam-se a fazer qualquer atividade didática. "O que se passa aqui não é para dizer em casa. Não podem contar nada, senão bato ainda mais",diziam as arguidas aos meninos. Uma das crianças chegou a ser empurrada para o chão com violência e bateu com a cabeça. Foi ainda trancada na casa de banho e apelidada pela auxiliar de "mijão".

Duas crianças foram presas com o fio do fato do treino. Uma menina foi pisada com sapatos de tacão, pela educadora, em três dedos da mão esquerda. A arguida disse ainda à mãe de um menor que este "era burro" e que estava "farta de o aturar". Rosa já o tinha humilhado, dizendo que cheirava mal. "As arguidas quiseram e conseguiram molestar física e psicologicamente as crianças que se encontravam ao seu cuidado, por cuja educação, higiene e cuidado eram responsáveis, submetendo-as a um tratamento desrespeitoso ", indica a acusação do Ministério Público.

PORMENORES

Indemnização

O Ministério Público refere, na acusação, que cada uma das arguidas deverá pagar mil euros de indemnização a cada uma das vítimas, perfazendo, desta forma, um valor total de 50 mil euros.

Vítimas falam

As crianças vítimas dos maus-tratos foram arroladas no processo judicial como testemunhas de acusação e terão, assim, que prestar o seu depoimento em tribunal, durante o julgamento.

Em liberdade

A educadora Rosa Oliveira e a auxiliar Jéni Carneiro estão em liberdade. Começam a ser julgadas no próximo mês de maio, no tribunal de Santa Maria da Feira, por 25 crimes de maus-tratos.

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