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Peixeira dos ‘chefs’ morre em despiste

Açucena Veloso perdeu a vida depois de o jipe que conduzia sair da estrada, cair numa ravina e capotar.

12 de fevereiro de 2018 às 01:30
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6 - peixeira

A rotina de domingo tornou-se fatal para a peixeira mais famosa de Lisboa. Açucena Veloso, de 65 anos, tinha saído de casa para ir ao cabeleireiro e perdeu a vida a 20 metros do destino.

O jipe que conduzia entrou em despiste numa rua de Vale de Milhaços, em Corroios, Seixal, e acabou por cair numa ravina com cerca de quatro metros. A viatura ficou capotada e Açucena encarcerada no interior. A tragédia deixou em choque muitos dos principais ‘chefs’ da capital, que ao longo da tarde de domingo lamentaram a morte.

De acordo com testemunhas no local, Açucena Veloso seguia a uma velocidade reduzida e perdeu o controlo da viatura ao virar à esquerda num cruzamento. A PSP está a investigar as circunstâncias do acidente.

O piso escorregadio e a inclinação da via terão contribuído para o desfecho fatal. O sítio – um cruzamento entre a estrada de Vale de Milhaços e a rua da Niza – é palco frequente de acidentes, mas sem esta gravidade.

O corpo foi transportado para a morgue do Hospital Garcia de Orta, em Almada, para ser autopsiado. Esta segunda-feira realiza-se o velório de Açucena Veloso, na Basílica da Estrela, em Lisboa. O corpo segue para o cemitério do Alto de São João, na terça-feira, pelas 17h30, após a missa fúnebre.

Na mesa dos grandes nomes da gastronomia

Açucena Veloso começou a trabalhar aos nove anos no Mercado 31 de Janeiro, em Picoas, Lisboa. Atualmente tinha uma banca com cerca de 23 metros de comprimento e abastecia os restaurantes de ‘chefs’ – alguns com estrela Michelin – como Miguel Castro e Silva, Kiko, Olivier, Justa Nobre e Vítor Sobral.

PORMENORES

Uma minhota em Lisboa

Originária do Minho, Açucena Veloso veio cedo para Lisboa e logo começou a trabalhar. Aos nove anos vendia limões no Mercado 31 de Janeiro. Na altura, uma das peixeiras perguntou-lhe se queria ajudar e não mais deixou de ser peixeira.

"Lisboa fica mais pobre"

"Uma senhora que parece um furacão", "uma mulher tão pequenina com um coração tão grande", "a dona do mar português", "os mercados e a cidade de Lisboa ficam hoje mais pobres", escreveram este domingo vários ‘chefs’ conhecidos da capital nas redes sociais após saberem da morte de Açucena Veloso.

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