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Placas mal instaladas em Olhão após 26 anos à espera

Proprietário de habitação junto à A22 quer que lhe resolvam o problema do barulho.

08 de maio de 2018 às 08:21

Durante 26 anos, João Gonçalves, que reside numa habitação junto à Via do Infante (A22), na zona da Foupana, em Olhão, pediu insistentemente para que lhe fossem instalar placas em frente a casa para minimizar o som das largas centenas de veículos que passam por aquela via diariamente. No início deste ano veio a boa notícia, com a informação de que a intervenção seria feita em fevereiro. A espera tinha finalmente chegado ao fim. Mas surgiu um problema: as placas foram instaladas a cerca de 500 metros da habitação e estão a proteger do som um terreno vazio. E o idoso, de 77 anos, continua sem conseguir passar uma noite descansado.

"Foi logo após a inauguração deste troço da Via do Infante [entre Olhão e Tavira] que começámos a pedir para que tratassem do problema do barulho, que é incomportável. E sempre disseram que o vinham fazer", conta ao CM o condutor de autocarros reformado. "Fizeram-no em fevereiro, mas eu nem quis acreditar quando começaram a instalar placas em frente a um terreno sem habitações", refere o homem, conhecido na zona por 'Zacarias'.

Na altura, os funcionários da Euroscut disseram-lhe que estavam a instalar as placas naquela zona por ser o local "onde a passagem dos carros faz mais barulho", mas, segundo 'Zacarias' acabaram por admitir o erro. Disseram-lhe que viriam "brevemente" mudar as placas de local ou instalar novas em frente à sua habitação, mas entretanto já passaram três meses. "Parece que vou ter de esperar outros 26 anos para tratarem disto", lamenta o idoso.

PORMENORES

Muito barulho

Apesar de o barulho incomodar todos os dias, 'Zacarias' diz que há alturas em que é pior, como durante a Concentração de Motos de Faro, em que "parece que as motas estão a passar dentro da casa".

Outros locais

O idoso recorda que existiam casas na mesma situação na A22 cujo problema já foi resolvido. "São casas de estrangeiros. Se eu falasse francês ou inglês se calhar já estava resolvido", critica.

Sem resposta

O CM contactou a empresa Euroscut, concessionária da A22, para tentar obter um esclarecimento acerca desta situação, mas até ao fecho da edição não tinha chegado resposta.

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