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Manuela Couto liderava esquema de corrupção investigado na Operação Teia

Empresária é casada com o autarca de Santo Tirso, Joaquim Couto.

05 de junho de 2019 às 21:36
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Manuela Couto liderava esquema de corrupção investigado na Operação Teia

Manuela Couto, a empresária casada com o autarca de Santo Tirso, Joaquim Couto, liderava o alegado esquema de corrupção. Um esquema que envolvia os mais próximos do marido, figura influente no aparelho socialista. É o caso de Miguel Costa Gomes, autarca de Barcelos, e Laranja Pontes, presidente do IPO do Porto.

Manuela couto é sócia gerente de cinco empresas, com sede no Porto e Matosinhos. Todas com atividade na área de gestão de imagem e comunicação.

As empresas da mulher do autarca de Santo Tirso eram sempre as escolhidas pela Câmara de Barcelos, liderada por Costa Gomes. Em contrapartida, Manuela Couto prometia-lhe influência política. Entre maio de 2009 e julho de 2018, a autarquia de Barcelos foi a principal cliente da empresária. Quase 40% dos ajustes diretos das empresas detidas direta ou indiretamente por Manuela Couto - de quase 1,2 milhões de euros - foram feitos com a autarquia de Barcelos.

Falamos de 27 contratos em sete anos: o mais lucrativo – quase 75 mil euros- foi assinado em dezembro de 2011. Mais uma vez, por ajuste direto. Com exceção do ano de 2017, a totalidade dos contratos por ano atinge valores que aproximam ou ultrapassam o valor que, de acordo com o código dos contratos públicos, obrigam à adoção de procedimento de concurso público.

Mas as adjudicações não se ficavam por aqui. Há outra suspeita revelada pelo Ministério Público na Operação Teia. Laranja Pontes, presidente do IPO do Porto, também contratava os serviços da empresária. Só às sociedades de Manuela Couto entregou 359 mil euros em ajustes diretos.

Em causa estão contratos celebrados entre fevereiro de 2017 e agosto de do ano passado. Em contrapartida, o homem forte do IPO mantinha-se no cargo que lhe dava poder.

Entre o IPO e a Mediana, empresa de Manuela Couto, estava ainda acordada uma avença trimestral, no valor de 2811 euros.

Joaquim Couto também lucrava com o alegado esquema da mulher. Não só exercia influência, junto do PS, como também obtinha proveitos económicos.

As contas bancárias do casal foram passadas a pente fino pelos investigadores. Na conta titulada por Joaquim couto, no Montepio entraram mais de 37 mil euros. As transferências foram realizadas pelas empresas da mulher, entre dezembro de 2016 e abril de 2018.

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