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Correio da Manhã

Portugal
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Sentença de Rosa Grilo e António Joaquim adiada

Amantes estão acusados de ter assassinado o triatleta Luís Miguel Grilo. Advogado do filho de Rosa pede indemnização de 100 mil euros para a criança.
Lusa e Correio da Manhã 10 de Janeiro de 2020 às 07:40
António Joaquim e Rosa Grilo
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
António Joaquim a chegar ao tribunal
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
Pai de Rosa Grilo já está no Tribunal de Loures
Rosa Grilo com Luís Grilo
António Joaquim e Rosa Grilo
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
António Joaquim a chegar ao tribunal
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
Pai de Rosa Grilo já está no Tribunal de Loures
Rosa Grilo com Luís Grilo
António Joaquim e Rosa Grilo
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
António Joaquim a chegar ao tribunal
Chegada de Rosa Grilo a tribunal
Pai de Rosa Grilo já está no Tribunal de Loures
Rosa Grilo com Luís Grilo
A leitura da sentença de Rosa Grilo e António Joaquim, que estava marcada para esta sexta-feira no Tribunal de Loures, foi adiada. Rosa e o amante estão acusados da coautoria do homicídio de Luís Grilo, marido da arguida, crime cometido no concelho de Vila Franca de Xira, em julho de 2018.

O adiamento aconteceu depois da alteração substancial dos factos. As defesas têm agora 15 dias para se pronunciarem. 



15h00 - Renato, filho de Rosa Grilo e Luís Grilo, pediu para assistir à sentença. A juíza negou porque poderia causar danos irreversíveis ao menor. 

14h09 - Já a advogada de Rosa Grilo assume que, perante a libertação antecipada de António Joaquim, acredita que um dos cenários possíveis possa ser a absolvição do arguido. Afirma ainda que Rosa "está tranquila" e tem noção "de tudo o que pode acontecer".  

A defesa de Rosa Grilo aponta ainda falhas à investigação da Polícia Judiciária. 

14h05
- Também à entrada para tribunal, o advogado de defesa do menor filho de Luís e Rosa Grilo afirmou que "o Renato está bem", que "pretendia vir", mas que acreditaram que "não era aconselhável". 

Questionado sobre a expectativa de pagamento de 100 mil euros de indemnização, este afirmou que "concerteza" acredita que este pagamento será decidido pelo tribunal a favor de Renato. 

14h00 -
António Joaquim recusou prestar declarações ao entrar para a sala de audiências do tribunal de Loures.

13h45 - A viúva Rosa Grilo chegou ao tribunal, transportada numa carrinha celular, cerca das 13h45. Cerca de 10 minutos depois chegou António Joaquim. Os amantes evitaram olhar-se. 

Procurador do Ministério Público pediu condenação dos arguidos a penas superiores a 20 anos
Nas alegações finais, realizadas em 26 de novembro de 2019, o procurador do Ministério Público (MP), Raul Farias, pediu a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição dos constituintes.

Na acusação, o MP atribui a António Joaquim, entretanto posto em liberdade, a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, que se mantém em prisão preventiva, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira, Lisboa.

O crime terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O despacho de acusação do MP, divulgado pela Lusa em 26 de março de 2019, conta que, em 15 de julho de 2018, os dois arguidos, de 43 anos, após trocarem 22 mensagens escritas em três minutos, "combinando os últimos detalhes relativo ao plano por ambos delineado para tirar a vida de Luís Grilo", acordaram desligar os respetivos telemóveis.

Numa hora não apurada, mas entre essa noite e a manhã do dia seguinte, "em execução do plano comum que já haviam acordado há pelo menos sete semanas", António Joaquim, dirigiu-se à casa onde residiam Luís Grilo e Rosa Grilo, com uma arma de fogo municiada.

A acusação relata que o arguido entrou na residência "com o conhecimento" da arguida e que ambos se dirigiram ao quarto de hóspedes, localizado no primeiro andar, onde Luís Grilo dormia.

No dia após a morte do triatleta, António Joaquim começou a frequentar a casa de Rosa Grilo, "não obstante estarem em curso diligências tendentes à localização do paradeiro de Luís Grilo por familiares, amigos e autoridades policiais", segundo a acusação.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.

Na acusação, o MP pede que seja aplicada a Rosa Grilo a pena acessória da declaração de indignidade sucessória (sem direito a herança) e a António Joaquim (oficial de justiça) a pena acessória de suspensão de exercício de funções públicas.

O MP, em representação do filho menor de Rosa Grilo e do triatleta, apresentou um pedido de indemnização civil de 100 mil euros contra os arguidos.

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