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Correio da Manhã

Portugal
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SEF sinalizou 54 vítimas de tráfico de seres humanos em 2021

Número de pedidos de aquisição da nacionalidade portuguesa diminuiu, registando no ano passado um total de 54.288.
Lusa 23 de Junho de 2022 às 07:28
SEF
SEF FOTO: Lusa
O SEF sinalizou 54 vítimas de tráfico de seres humanos no ano passado em Portugal, continuando a exploração laboral ter maior incidência, segundo um relatório esta quinta-feira divulgado.

O relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) de 2021, a que agência Lusa teve acesso, indica que o SEF sinalizou 54 vítimas de tráfico de seres humanos, menos cinco do que em 2020, constituindo as nacionalidades mais relevantes a moldava (11), a romena (8) e a marroquina (7).

De acordo com o relatório, "verifica-se em 2021, que relativamente ao tipo de exploração, é a laboral que continua a ter maior incidência em Portugal".

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras registou também no ano passado 31 crimes de tráfico de seres humanos, no total de 627 crimes associados aos fenómenos migratórios, sendo a falsificação de documentos (375) e o auxílio à imigração ilegal (101) os mais expressivos.

O documento dá igualmente conta que o SEF registou um aumento na deteção de fraude documental de 21,9% face a 2020, totalizando 401 documentos de identidade, viagem e residência fraudulentos.

Os documentos fraudulentos foram, na sua totalidade, detetados à saída do país nos postos de fronteira aérea e as nacionalidades mais expressivas foram a albanesa (107), a georgiana (31), a guineense de Bissau (18), a senegalesa (16) e a indiana (14).

Pelo segundo ano consecutivo, o número de pedidos de aquisição da nacionalidade portuguesa diminuiu, registando em 2021 um total de 54.288, menos 21% em relação a 2020.

O SEF emitiu 64.309 pareceres, 63.494 dos quais positivos e 815 negativos.

Segundo o documento, quem mais adquiriu a nacionalidade portuguesa em 2020 foram os naturais de Israel (21.263), do Brasil (13.328) e Cabo Verde (2.980).

Segundo o RIFA, no ano passado registou-se também um aumento de 10% do número de passageiros controlados em fronteiras aéreas, totalizando 6.533.549 passageiros e, nas fronteiras marítimas, foram controladas 836.675 pessoas, verificando-se um aumento de 58% face ao ano transato.

O relatório refere que se verificou uma redução de 27,6% do número de recusas de entrada em Portugal a estrangeiros que não reuniam as condições legalmente previstas para a sua admissão no país, tendo a maioria ocorrido em postos de fronteira aérea, nomadamente no aeroporto de Lisboa com 1.035 recusas de entrada (90%), uma vez que o principal destino nacional de ligações aéreas internacionais provenientes de países terceiros.

A maioria das recusas de entrada incidiu sobre cidadãos nacionais do Brasil, num total de 984.

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