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Correio da Manhã

Portugal

25 funcionários roubam turistas

Abrem bagagens de passageiros que chegam e partem nos aviões.
Magali Pinto 11 de Julho de 2017 às 01:30
Polícia recuperou centenas de objetos nas casas e nos cacifos dos arguidos, que tinham acesso ao porão dos aviões
Polícia recuperou centenas de objetos nas casas e nos cacifos dos arguidos, que tinham acesso ao porão dos aviões FOTO: Direitos Reservados
A investigação da PSP durou nove meses até que os agentes avançaram para quase mil buscas, incluindo no aeroporto de Lisboa. Há precisamente um ano foram recuperadas centenas de objetos das casas e dos cacifos do grupo - quase todos funcionários da Groundforce. Agora, o grupo constituído por 25 pessoas foi acusado de vários crimes de furto qualificado, recetação e abuso de confiança. Aguardam o julgamento em liberdade.

O gang atuava em rede e tinha funções bem definidas. Enquanto uns serviam de vigia, os outros abriam as bagagens nos porões dos aviões que partiam ou chegavam ao aeroporto de Lisboa. Na operação, que ficou com o nome de Porão Limpo, foram recuperados quase 25 mil euros, 195 relógios - dois deles avaliados em mais de cem mil euros cada um -, 141 munições, 70 doses de haxixe, 58 pares de óculos, 17 carteiras, duas máquinas para derreter metal e duas armas de fogo. Todo o grupo aguarda julgamento em liberdade. Muito do material roubado aos milhares de passageiros foi vendido na internet. No caso dos artigos de ouro foram derretidos e vendidos em lojas de compra e venda de ouro. 

Segundo o Ministério Público, quando abriam as bagagens, os assaltantes procuravam essencialmente "artigos informáticos, computadores portáteis, iPods, iPads, telemóveis, artigos de bijutaria, vestuário, relógios e perfumes".
Os crimes aconteceram durante vários anos e só terminaram com a operação que envolveu mais de 100 polícias.
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