Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

307 militares da GNR foram agredidos este ano

Todos os dias há um militar da GNR agredido em serviço. Esta é a conclusão das estatísticas do Comando-Geral da GNR, a que o CM teve acesso, que revelam que, só este ano, foram agredidos 307 elementos da Guarda, 15 foram atropelados por condutores em fuga e dois morreram no cumprimento das suas funções.
27 de Novembro de 2006 às 00:00
No ano passado os ataques a elementos das forças de segurança aumentaram 9,6 por cento
No ano passado os ataques a elementos das forças de segurança aumentaram 9,6 por cento FOTO: Raúl Coelho
O Relatório de Segurança Interna já revelava, no final do ano passado, um aumento de 9,6 por cento dos crimes praticados contra elementos das forças de segurança (PSP e GNR), devido “ao sentimento de impunidade”, e ao “aumento da violência”, diz o documento.
A tendência deste ano parece manter-se. Desde Janeiro a finais de Setembro, foram agredidos 307 elementos da Guarda – 144 dos quais necessitaram de receber tratamento no hospital. Lisboa foi o distrito que mais registou ataques a militares: 32 homens a receber tratamento hospitalar.
Um dos casos mais graves foi o do soldado Ferreira – atingido por um disparo de caçadeira quando executava uma busca domiciliária no Sobral de Monte Agraço, em Fevereiro. O agressor, que se barricou em casa 28 horas, começou a ser julgado na última terça-feira e conhece a sentença já em Dezembro. Em Estarreja, o soldado Barros caiu inanimado no chão depois de perseguir um ladrão, em Março último
Para José Manageiro, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, a “criminalidade está mais violenta e o Governo devia apostar na prevenção”.
O Orçamento do Ministério da Administração Interna tem destinados 14,2 milhões de euros para construir novas esquadras da PSP e postos da GNR, prevê também dez milhões de euros para reequipar as forças de segurança com coletes e armas de calibre 9mm. Mas, para o presidente da Associação de Profissionais da Guarda, o orçamento falha na prevenção da criminalidade. “Não verificamos neste orçamento uma alteração substancial na política de segurança interna direccionada para a prevenção”, disse ao CM José Manageiro, que apela para o facto de a criminalidade estar cada vez mais violenta.
NÚMEROS
2 militares morreram este ano em serviço. Um foi atingido a tiro, em Portalegre. Outro foi vítima de ataque cardíaco quando perseguia um suspeito.
8 militares foram este ano feridos a tiro. O último caso ocorreu em Outubro, com um militar do posto de Moimenta da Beira.
307 militares foram agredidos, entre Janeiro e Setembro deste ano, 144 dos quais tiveram de receber tratamento hospitalar.
15 elementos da GNR foram atropelados por condutores que não respeitaram operações Stop. Cinco das vítimas ficaram em estado grave.
931 militares da GNR foram feridos em serviço durante o ano passado, 188 tiveram de receber tratamento no hospital.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)