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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

41 milhões de euros de origem suspeita

DCIAP recebe cada vez mais inquéritos por branqueamento.

20 de junho de 2015 às 18:07

O DCIAP - Departamento Central de Investigação e Ação Penal já caçou este ano, entre janeiro e junho, 41,8 milhões de euros com origem suspeita. Um valor que representa menos 4,2 milhões do montante total apanhado entre 2013 e 2014: 46 milhões.

De acordo com dados oficiais, a que o CM teve acesso, até dia 15 deste mês, o Ministério Público travou 36 operações bancárias, na sequência de 1631 comunicações de operações suspeitas, impostas pela lei 25/2008, de prevenção e branqueamento de capitais. No mesmo período foram abertos 39 inquéritos, após os alertas das instituições financeiras para operações suscetíveis de configurarem a prática de crimes de branqueamento de capitais. Foi, recorde-se, através destas comunicações que foram detetadas movimentações financeiras do ex-primeiro-ministro José Sócrates e do amigo Carlos Santos Silva e que levaram ao início da investigação, em 2013, que culminou com a detenção do ex-governante.

Segundo as mesmas estatísticas, os inquéritos por branqueamento têm vindo a aumentar. Em 2013, no DCIAP, deram entrada 69 novos processos e, em 2014, subiram para 75. No total, este ano, além dos casos que tiveram origem em comunicações de bancos, o DCIAP conta já com 60 novos inquéritos por branqueamento de capitais, enquanto que os processos de corrupção revelam uma descida: 26 em 2013, 14 em 2014 e dez nos primeiros seis meses deste ano.

Também as acusações por branqueamento não param de aumentar: este ano já houve sete, uma a mais do que no total do ano de 2014.

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