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42 detidos em flagrante em Portugal por crime de fogo posto até 13 de agosto

Número de detidos este ano já superou o número total de detidos ao longo de todo o ano de 2024, 36 pessoas pelo crime de incêndio florestal e identificados 551 suspeitos.

15 de agosto de 2025 às 13:06

A GNR anunciou esta sexta-feira que deteve 42 pessoas em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal entre 1 de janeiro e 13 de agosto de 2025.

"Foram detidas 42 pessoas em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal até ao dia 13 de agosto", lê-se num comunicado de imprensa enviado esta sexta-feira à comunicação social.

O número de detidos este ano já superou o número total de detidos ao longo de todo o ano de 2024, 36 pessoas pelo crime de incêndio florestal e identificados 551 suspeitos.

Em declarações à Lusa fonte oficial da GNR avançou que entre o dia "1 de janeiro e o dia 13 de agosto foram registados 5.996 incêndios florestais" e que 24,0% dessas ignições resultaram de incendiarismo, ou seja são incêndios intencionais e geralmente com fins criminosos.

Em comunicado de imprensa a GNR revela que no âmbito das investigações das causas dos incêndios florestais concluirão que destas ignições "30,2% foram causadas pelo uso do fogo (1.022 casos), 24,0% resultaram de incendiarismo (814 casos).

As investigações concluíram também que 14,5% tiveram origem acidental (492 casos), 0,5% tiveram origem estrutural (17 casos), 1,0% foram ignições naturais (35 casos), 23,2% tiveram causas indeterminadas (786 casos) e 6,6% ocorreram por reacendimento (223 casos).

No que diz respeito ao trabalho preventivo e de fiscalização, no ano de 2025 e em todo o país,

Este ano em Portugal foram sinalizados "1.417 situações relativas à limpeza de terrenos, tendo sido elaborado, até ao dia 13 de agosto, 1.289 autos de contraordenação por falta de gestão de combustível, revela a GNR.

Relativamente às infrações registadas por queimas e queimadas, até ao dia 13 de agosto deste ano, foram registados 56 autos de contraordenação por queimadas e 248 por queimas e fogueiras diversas.

Em todo o ano de 2024, foram elaborados 86 autos de contraordenação por queimadas e 587 autos por queimas e fogueiras diversas.

A GNR anunciou esta sexta-feira que vai reforçar o patrulhamento e a vigilância em áreas florestais e agrícolas em Portugal para fazer face ao agravamento do risco de incêndio em várias zonas do território nacional.

"Através das suas valências de Proteção da Natureza e do Ambiente, Proteção e Socorro, Territorial e Investigação Criminal, e face ao agravamento do perigo de incêndio em várias zonas do território nacional, encontra-se a reforçar o patrulhamento de visibilidade e a vigilância em áreas florestais e agrícolas de risco elevado, muito elevado e máximo, com o objetivo de dissuadir comportamentos negligentes e detetar precocemente situações suspeitas", lê-se no comunicado enviado à comunicação social.

A GNR assegura que está em curso um "trabalho contínuo que visa investigar todos os incêndios, no mais curto espaço de tempo".

No que diz respeito ao trabalho preventivo e de fiscalização, no ano de 2025 e em todo o país, a GNR sinalizou 10.417 situações relativas à limpeza de terrenos, tendo elaborado, até ao dia 13 de agosto, 1.289 autos de contraordenação por falta de gestão de combustível.

A GNR apelou a um maior sentido de responsabilidade de todos os cidadãos para que se evitem ações que possam originar incêndios, como fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimas ou queimadas, lançar foguetes e balões com mecha acesa, fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas ou utilizar tratores, máquinas e veículos pesados sem extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

A título preventivo, a GNR recomenda que se acompanhem os avisos meteorológicos e os níveis de risco de incêndio através dos canais oficiais e que se comunique de imediato qualquer foco de fumo ou fogo às autoridades para o número 112.

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