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Correio da Manhã

Portugal
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46 alterações adiam sentença de pai raptor

Filipe Silva acreditava que ex-mulher ia levar a filha para a Irlanda.
Pedro F. Guerreiro 21 de Maio de 2016 às 18:20
Filipe Silva não cumpriu a decisão judicial de entregar a filha à mãe, depois das férias, e está a ser julgado por sequestro
Filipe Silva não cumpriu a decisão judicial de entregar a filha à mãe, depois das férias, e está a ser julgado por sequestro FOTO: Filipe Farinha
Um despacho de 27 páginas, com 46 alterações de factos face ao que constava na acusação do Ministério Público, esteve na base da decisão do Tribunal de Faro para o adiamento da sentença do empresário Filipe Silva, acusado do sequestro da filha menor.

O coletivo de juízes entendeu que, face à prova produzida durante o julgamento, é "relevante perceber o que se passou depois da separação" entre Filipe Silva e a irlandesa Candice Gannon e "o que motivou a conduta do arguido".

Em setembro de 2012, depois de um período de férias com a filha Giselle, então com sete anos, Filipe Silva não cumpriu a decisão do tribunal de entregar a menor à mãe, Candice Gannon, que vivia na altura na ilha da Madeira. A menina só foi entregue às autoridades pela avó paterna, após sete meses, já depois de Filipe Silva ter sido detido pela Polícia Judiciária.

Mas perante o testemunho e documentação apresentada em tribunal, o coletivo de juízes considerou relevante uma alteração de factos, nomeadamente tendo em conta trocas de SMS entre o arguido e Candice e uma providência cautelar, apresentada por Filipe Silva, em agosto de 2012, para impedir a ex-companheira de levar a menina para a Irlanda - onde Giselle vive, atualmente, com a mãe, o padrasto e os irmãos.

A defesa do empresário vai agora analisar o despacho do tribunal e, caso não haja contestação às alterações apresentadas, poderá conhecer a sentença no dia 3 de junho.
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