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Correio da Manhã

Portugal
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700 militares do quadro abandonam a Marinha

A Marinha de Guerra portuguesa perdeu cerca de 700 dos seus quadros. Tantos quantos os militares com 36 anos de serviço que pediram a passagem à reserva no último dia do ano passado – e que assim asseguram as regalias antigas.
20 de Janeiro de 2006 às 00:00
Pelo menos dois mil militares da Armada pediram a passagem à reserva no último dia do ano passado
Pelo menos dois mil militares da Armada pediram a passagem à reserva no último dia do ano passado FOTO: Jorge Godinho
Para trás ficaram cerca de 1300 outros militares, entre os 20 e 36 anos de serviço, cuja pretensão foi indeferida pelo chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).
Um porta-voz da Marinha disse que do elevado número dos militares que requereram a passagem à reserva, “grande parte já era expectável. Os que não eram expectáveis não foram tantos como se estava à espera”.
“Dentro dos compromissos da Marinha, não vai haver grandes alterações”, garantiu aquele porta-voz. Com efeito, o CM sabe que em algumas especialidades da Armada, os militares que passaram à reserva podem vir a ser convocados pelo CEMA.
Para as associações de militares, esta situação “demonstra bem a instabilidade, insegurança e insatisfação que as medidas do Governo vieram trazer num meio relativamente pequeno”, referiu Lima Coelho, da Associação Nacional de Sargentos (ANC).
“A saída dos militares veio abrir vagas nas promoções, pelo que o Governo não poupou dinheiro com estas medidas, já que o Orçamento do Estado tem de suportar os vencimentos dos militares na reserva e o aumento dos vencimentos dos militares promovidos”, disse Tasso de Figueiredo, da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA). “A pressa em aplicar as medidas foi tanta que há diplomas aprovados em Dezembro que já estão a sofrer alterações”, garante ainda Lima Coelho.
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