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Correio da Manhã

Portugal
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90 MILHÕES DE EUROS PARA TRATAR FRACTURAS

Portugal gasta mais de 90 milhões de euros/ano para tratar as fracturas da anca provocadas pela osteoporose, uma doença que torna os ossos fracos e afecta 800 mil portugueses, 80% dos quais são mulheres.
9 de Março de 2004 às 00:00
O rastreio é uma das formas de prevenir a osteoporose
O rastreio é uma das formas de prevenir a osteoporose FOTO: Manuel Moreira
"Essa verba resulta dos dias de internamento e das cirurgias efectuadas devido às fracturas osteoporóticas da bacia e não inclui outras fracturas(vértebras ou braço) nem sequer as consultas médicas", referiu ao CM o reumatologista Domingos Araújo, da Associação Portuguesa da Osteoporose (APO).
Segundo o especialista, o Serviço Nacional de Saúde gasta mais dinheiro nos serviços de ortopedia, devido à fractura do fémur, do que gasta no tratamento de outras patologias, designadamente do enfarte do miocárdio e doenças hepáticas. A APO efectuou rastreios gratuitos em Lisboa, Porto e Coimbra.
"Não sabia que tinha osteoporose, apesar das dores nos ossos. Agora tenho de ir ao médico", diz ao CM Lisete Flores, 66 anos, depois de ontem, ter feito o rastreio no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Na fila, à espera de submeter o antebraço ao densitómetro, aparelho que faz a medição da massa óssea, está Lilina Chadeca, 35 anos. "Como prevenção faço este rastreio, porque fiz uma menopausa precoce e quero saber como estão os meus ossos", afirmou.
Esta doença grave surge sem sintomas e caracteriza-se por uma diminuição da massa óssea. A osteoporose afecta uma em cada cinco mulheres a partir dos 50 anos. Depois dos 65 anos afecta metade das mulheres. Um homem em cada quatro mulheres tem a doença, que é prevenida com uma alimentação rica em cálcio e exercício físico.
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