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Correio da Manhã

Portugal
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Abastecimento de combustíveis reforçado no Algarve

Mudança de quinzena fez-se com algumas filas, mas sem problemas. Rede mantém tanques cheios e muitas queixas.
Raquel Oliveira,Tiago Griff e Rafael Domingues 16 de Agosto de 2019 às 01:30
Em Albufeira, uma das zonas mais turísticas, houve ontem algumas filas, mas sem grandes preocupações
Serviços mínimos de abastecimento ao Aeroporto de Faro cumpridos pelos motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Em Albufeira, uma das zonas mais turísticas, houve ontem algumas filas, mas sem grandes preocupações
Serviços mínimos de abastecimento ao Aeroporto de Faro cumpridos pelos motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Em Albufeira, uma das zonas mais turísticas, houve ontem algumas filas, mas sem grandes preocupações
Serviços mínimos de abastecimento ao Aeroporto de Faro cumpridos pelos motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques, e os motoristas
O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pardal Henriques
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Motoristas em greve falam com um motorista em serviço junto à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima,
Foram precisos três dias para conseguir alinhar os tanques de combustível dos postos algarvios com a média nacional. Depois do esforço de abastecimento ao sul do País, que incluiu uma operação noturna, os tanques do distrito de Faro atingiram esta quinta-feira, a meio do dia, 51% no gasóleo e 36% na gasolina.

O abastecimento ao Algarve era uma preocupação na semana de mudança de quinzena, admitiu o ministro do Ambiente, recordando que os stocks na região estiveram até esta quinta-feira sempre abaixo da média nacional. "O esforço que fizemos teve êxito e existe combustível para que as pessoas, percebendo que estamos no meio de uma greve, possam fazer as suas viagens com segurança e certeza de que não lhes vai faltar combustível", afirmou Matos Fernandes.

Com muitos turistas a chegar e outros a acabarem as férias, os postos do Algarve tiveram esta quinta-feira uma maior procura. No entanto, a espera nunca foi muito longa. Em Albufeira, uma das zonas mais turísticas, a procura foi aumentando durante a manhã, sendo que em alguns postos já havia uma grande escassez de gasóleo, enquanto se esperava pela chegada de um dos muitos camiões que reabasteceram a região. Em Vila Real de Santo António, a procura foi maior por parte de moradores e trabalhadores locais.

No entanto, um emigrante na Suíça revelou ao CM que a greve "ainda não lhe afetou as férias". O pior será "quando precisar de atestar o depósito para viajar para o Norte", lembrou. Já um taxista relatou ao CM que normalmente, com o carro, vai "abastecer em Espanha porque é mais barato". Mas está com o veículo da empresa e foi obrigado a recorrer ao posto português para colocar os 15 litros permitidos. Em Faro, a procura também foi aumentando ao longo do dia, sobretudo junto ao aeroporto por turistas que alugaram carros.

Entretanto, os postos da rede de emergência exclusivos para veículos prioritários têm os tanques cheios e a caixa registadora vazia. Estes veículos prioritários estão a abastecer nos postos que também vendem ao público em geral, pelo que estas bombas estão desde segunda-feira a ver subir os custos e aumentar os prejuízos, como garantiu ao CM um responsável de um dos postos.

As queixas já começaram a chegar à Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) que fala em relatos "preocupantes". "Porquê é que não podemos abastecer outros veículos?", questiona ao CM um gerente, sublinhando que tem quebras no negócio da ordem dos 90%. Foram notificados para pertencer à rede sem que "ninguém se preocupasse em perguntar se havia capacidade de resposta".

Tal como o CM já tinha avançado, os 54 postos da rede exclusiva para prioritários têm de permanecer 24 horas por dia abertos, tendo sido obrigados a mudar horários e folgas aos trabalhadores. Nalguns casos, são os proprietários que permanecem nos postos para vender "20 euros de combustível", sublinha um gerente ao CM.

Aumento garantido de 266,46 € e salários revistos todos os anos
As condições negociadas entre a Fectrans, federação de sindicatos dos transportes, e os patrões vão traduzir-se numa subida salarial mínima de 266,46 euros para os trabalhadores das matérias perigosas. Os restantes trabalhadores da carga a granel terão uma subida mínima de 141,14 euros. O acordo prevê ainda atualizações salariais todos os anos.

Os detalhes foram divulgados esta quinta-feira pela Fectrans, que assinou um acordo de princípio com a Antram, que representa as empresas transportadoras. As ajudas de custo diárias vão também ser aumentadas em 4% e os trabalhadores passam "a ter direito a receber essa ajuda no dia que chegam a Portugal". Foi ainda criado um subsídio de operações para "situações excecionais em que os trabalhadores têm de realizar operações de carga e descarga".

Até ao final do mês, o Governo deverá proibir a circulação de transporte em cisterna aos domingos e feriados. Nos restantes casos, "é assumido que os descansos compensatórios pelo trabalho ao domingo e feriado são para ser gozados pelo trabalhador e só com o acordo deste podem ser substituídos por pagamento".

A 30 de agosto, a federação sindical liderada por José Manuel Oliveira – afeta à CGTP – reúne-se com o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, para discutir a fiscalização da aplicação do contrato coletivo do setor rodoviário.

Cargas efetuadas ultrapassaram as previstas para o dia
A requisição civil foi cumprida e os serviços mínimos superados, garantiu esta quinta-feira o ministro do Ambiente. Das 85 cargas previstas para a refinaria de Leça da Palmeira, foram cumpridas 110. O mesmo se passou em Sines, em que só estavam previstas 31 cargas e efetuaram-se 40. Só pontualmente foi necessário chamar militares para conduzir.
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