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Correio da Manhã

Portugal

Abate de barcos da ganchorra

O Governo vai dar apoios para o abate de embarcações que se dedicam à captura de bivalves com ganchorra (arte de arrasto) no Algarve. António da Branca, presidente Olhãopesca – Organização de Produtores de Pesca do Algarve, estima que a medida possa vir a abranger um terço da frota da região, constituída por cerca de sessenta barcos.
27 de Setembro de 2008 às 00:30
Associações de armadores defendem alargamento da possibilidade de abate a todo o sector das pescas
Associações de armadores defendem alargamento da possibilidade de abate a todo o sector das pescas FOTO: Raul Coelho

Segundo uma portaria publicada ontem em Diário da República, a medida destina-se a embarcações com 15 ou mais anos. Os armadores devem apresentar candidaturas até 30 de Novembro, podendo o prazo ser reaberto – por períodos de um mês e sem ultrapassar a data de 31 de Dezembro de 2009 – até que seja alcançada a redução de arqueação bruta da frota (140 GT) prevista no plano de reajustamento do esforço de pesca para os períodos de 2008/2009.

Os apoios públicos aos projectos de imobilização definitiva revestem a forma de subsídio a fundo perdido. O dirigente associativo António da Branca considera que os pescadores terão agora "de fazer contas para ver se vale a pena optar pelos abates", embora reconheça que "muitos já não ganham para suportar as despesas diárias e estão com a corda na garganta".

As dificuldades são partilhadas por armadores de outras artes de pesca, que reclamam o alargamento da possibilidade de abates a todo o sector. Hélder Rita, da Quarpesca – Associação de Armadores e Pescadores de Quarteira, salienta que "as associações de todo o País estiveram recentemente reunidas com o director-geral das Pescas, a quem fizeram, mais uma vez, sentir essa necessidade".

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