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Correio da Manhã

Portugal
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ABATO A TIRO QUEM VIER CORTAR A ÁGUA

O presidente da Câmara da Lousã apresentou uma queixa na GNR contra um munícipe que ameaçou de morte os funcionários da autarquia, numa carta em que recusa pagar uma dívida relativa ao fornecimento de água ao domicílio.
8 de Março de 2003 às 00:00
Na origem do conflito está uma dívida de 36 euros, correspondente a seis meses de recibos de água por liquidar, com vários avisos de permeio, o último acompanhado da decisão de cortar o fornecimento.
O munícipe, funcionário da Câmara de Coimbra, residente em Moinhos, Serpins, devolveu o último aviso, acompanhado de uma carta onde afirma que, "caso mande cá o homem cortar a água, eu abatê-lo-ei e irei à Câmara fazer a mesma coisa, pois não quero mais ameaças suas e tenho uma carabina telescópica para alcance de mil metros e sou profissional!"

O presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, apresentou queixa à GNR, por a "ameaça ter sido feita aos funcionários” e a sua “obrigação é defendê-los deste tipo de situações”. Se a ameaça “fosse feita à minha pessoa, não ligava. Como foi aos funcionários, enviei a cópia das duas cartas que esse senhor nos fez chegar” às autoridades, disse o autarca, acrescentando que o indivíduo “é mau pagador”, pois a autarquia “não corta o abastecimento de imediato, mas este atraso de pagamento já é superior a seis meses”.

A decisão de cortar o abastecimento de água ainda não foi executada, mas, segundo Fernando Carvalho, "vai ser, depois de percorridos os trâmites normais”.

O edil da Lousã salienta ainda que "a pessoa em causa tem responsabilidades, até porque é funcionário de uma autarquia”, e a “a Câmara não pode abrir excepções a ninguém".

Quanto à queixa, “é para seguir”, embora o autarca "não acredite que o munícipe passe da ameaça aos actos".
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