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Correio da Manhã

Portugal
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Absolvições em grupo deixam fiéis insatisfeitos

Os sacerdotes e as comunidades paroquiais da diocese de Braga vão receber uma missiva a desaconselhar as absolvições colectivas, vincando a importância do sacramento da reconciliação como um acto pessoal de libertação, onde o penitente conta com uma atenção personalizada e uma ajuda adaptada ao seu próprio caso, até porque “as pessoas não são todas iguais e os pecados também não”.
14 de Junho de 2007 às 00:00
A confissão é apontada como uma manifestação pessoal de arrependimento e libertação do pecado
A confissão é apontada como uma manifestação pessoal de arrependimento e libertação do pecado FOTO: d.r.
As recomendações para evitar as confissões em grupo partiram do Conselho Presbiteral de Braga, num encontro em que o arcebispo primaz D. Jorge Ortiga valorizou a necessidade de promover momentos de preparação dos fiéis para a reconciliação com Deus, apontando o exemplo da celebração da Palavra para vincar a misericórdia divina.
No encontro dos sacerdotes conselheiros do arcebispo, coube ao padre Dário Pedroso orientar a reflexão sobre o ministério da Reconciliação, apontando por D. Jorge como “a tarefa insubstituível e original que a Igreja deve proporcionar ao homem pós-moderno”.
Por isso, os sacerdotes reconhecem a necessidade de manterem total disponibilidade e existência de locais condignos e horários que vão de encontro aos interesses dos fiéis. É que a falta de tempo constitui a principal motivação para as absolvições colectivas, que a Igreja Católica prevê como medida excepcional.
O problema é que “há cada vez mais abusos”, conforme denunciou o padre Dário Pedroso, que apontou diversas limitações nas absolvições colectivas, onde “não há diálogo pessoal, ajuda personalizada, estímulo à sua dificuldade própria da escuta dos seus problemas, como todos precisam e a maioria dos fiéis deseja”.
O sacerdote garante que muitas pessoas, depois da celebração colectiva – e em alguns casos passados anos – “voltam a confessar os pecados, por não se sentirem verdadeiramente perdoados”.
RECOMENDAÇÕES PARA UMA BOA CONFISSÃO
VAMTAGENS
Em oposição à absolvição colectiva, a confissão é defendida por cultivar “a terapia do diálogo, a graça do confronto, a palavra estimulante para cada caso e cada pessoa”, assim como proporcionar o alívio de contar o seu problema a alguém qualificado.
FORMAÇÃO
O Conselho Presbiteral recomenda a apologia de uma atenção especial e formação contínua para o sacramento da Reconciliação, a começar por uma catequese que promova “a imagem de Deus como Pai, e não como juiz ou como carrasco”.
POSTURA
O confessor deve assumir uma postura à semelhança do Bom Pastor ou Pai do Pródigo: atenção, delicadeza, bondade e estímulo para o penitente, valorizando sempre o exame de consciência como forma de descobrir o sentido do pecado e suas consequências.
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