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Correio da Manhã

Portugal
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Abusos e agressões em escola de Lisboa

Repórter de imagem da RTP foi agredido nos confrontos.
João Tavares e Lusa 30 de Março de 2017 às 19:35
PSP
Polícia de Segurança Pública
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A PSP de Lisboa está a investigar um suposto abuso sexual entre alunos na Escola Básica dos Lóios, em Chelas, que terá ocorrido na passada segunda-feira. A denúncia foi feita esta quinta-feira à polícia. Familiares e amigos das crianças envolveram-se em confronto junto à escola, tendo sido necessária a intervenção da PSP.

Um repórter de imagem de uma equipa RTP que se tinha deslocado ao local para realizar uma reportagem foi abordado por familiares do aluno suspeito da violação e acabou por ser agredido Recebeu tratamento médico no Hospital de São José.

Fonte policial disse à Lusa que neste momento não há nenhum detido nem suspeitos, acrescentando que o homem anteriormente detido foi libertado, pois não tinha nada a ver com a ocorrência.

O caso envolvendo as duas crianças já foi comunicado à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. A criança supostamente abusada foi encaminhada ao hospital para ser submetida a testes médicos.

Sindicato de Jornalistas "condena veementemente" agressão a jornalistas da RTP
O Sindicato de Jornalistas (SJ) "condena veementemente" a agressão sofrida hoje por dois jornalistas da RTP durante uma reportagem junto a uma escola da freguesia de Marvila, em Lisboa, sobre um alegado caso de violação entre alunos.

"O SJ condena veementemente a agressão de que hoje foram vítimas dois jornalistas da RTP, durante o exercício pleno da sua missão: informar imparcialmente um acontecimento", refere o sindicato, sublinhando a "gravidade da agressão de que foi vítima o repórter de imagem que, apesar de identificado, sofreu agressões físicas e necessitou de assistência hospitalar".

"Esta situação é absolutamente inadmissível num Estado onde o direito à informação é constitucionalmente garantido. É absolutamente reprovável que dois cidadãos sejam agredidos no exercício da sua profissão, mais ainda quando a sua missão profissional é informar imparcialmente um determinado acontecimento", frisa o SJ, em comunicado enviado à agência Lusa.

O sindicato lamenta ainda "que num país democrático onde o direito à informação é constitucionalmente garantido, situações como esta continuem a existir ameaçando o exercício pleno do jornalismo".

O comunicado termina com um apelo às autoridades.

"O SJ exige às autoridades o apuramento, até às últimas consequências, de responsabilidades neste caso, e disponibiliza, desde já, todo o apoio necessário aos jornalistas em causa", sublinha a nota.

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