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Correio da Manhã

Portugal
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‘Aceleras’ fazem pacto de silêncio

Silêncio total. Os 17 homens, com idades entre os 24 e os 39 anos, acusados de participarem em corridas ilegais na A1, entre Albergaria-a-Velha e Estarreja, preferiram ontem, na primeira sessão, não prestar qualquer declaração ao Tribunal de Estarreja. Os ‘street racers’ foram apanhados em 2007 e respondem por condução perigosa.
3 de Novembro de 2012 às 01:00
Os 17 ‘street racers’ estão a ser julgados no Tribunal de Estarreja. Respondem por condução perigosa
Os 17 ‘street racers’ estão a ser julgados no Tribunal de Estarreja. Respondem por condução perigosa FOTO: Francisco Manuel

O início do julgamento ficou também marcado pela ‘amnésia’ de quatro das cinco pessoas ouvidas pelo tribunal, irritando a procuradora Marianela Figueiredo, que, sem contemplações, pediu procedimentos criminais por falsas declarações. "A postura das testemunhas coloca em causa a descoberta da verdade e, por isso, têm de ser responsabilizadas. Caso as pessoas persistam neste comportamento, vão continuar também os procedimentos criminais", garantiu a magistrada.

Tudo isto porque quatro das cinco testemunhas ouvidas pelo colectivo de juízes garantiram que nunca assistiram a qualquer corrida ilegal e que aquilo que sabiam resultava apenas de "boatos".

"Ouvimos as testemunhas, todas com os mesmos problemas de memória. Nós não es-tamos aqui vestidos de preto para brincar", advertiu a procuradora antes de repetir nova extracção de certidão, contra Bruno Miguel, o último a testemunhar na audiência de ontem.

O processo dos ‘street racers’ chegou a estar suspenso, mas foi reaberto depois de Vítor Soares, um dos arguidos, se ter envolvido – fora das corridas – num acidente mortal em Estarreja.

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