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Correio da Manhã

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Acidente: Caixas negras de avião da LAM vão ser analisadas

Comunicações da tripulação de avião moçambicano que caiu na Namíbia vão ser analisadas nos EUA. 
5 de Dezembro de 2013 às 13:01
Destroços do avião da LAM que se despenhou no sábado, na Namíbia, causando a morte de 33 pessoas
Destroços do avião da LAM que se despenhou no sábado, na Namíbia, causando a morte de 33 pessoas FOTO: Direitos reservados

A comissão internacional de inquérito à queda do Embraer 190 da LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) começou esta quinta-feira a analisar as comunicações da tripulação do avião, de forma a apurar as causas do acidente, que causou a morte a 33 pessoas no passado sábado. O anúncio foi feito pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), entidade que regula o transporte aéreo em Moçambique.

“As caixas negras já seguiram para leitura nos Estados Unidos da América. Dado o facto de a comissão de inquérito integrar o National Transport Safety Board dos EUA, entendeu-se que as caixas negras serão analisadas nesse país”, informou João de Abreu, numa conferência de imprensa realizada em Maputo, Moçambique.

De acordo com o presidente do INAC, as primeiras gravações a ser analisadas serão “as comunicações entre o avião e o controlo do radar do Botsuana”. Pensa-se que este pode ter sido o último contacto antes da aeronave se despenhar na Namíbia.

João de Abreu revelou ainda que espera ter um relatório preliminar sobre o desastre concluído nos próximos 30 dias e lembrou que ainda não é possível estimar uma data para a entrega dos corpos das vítimas às respetivas famílias, uma vez que o processo de identificação é “complexo”.

O avião da companhia aérea moçambicana LAM despenhou-se no sábado passado, na Namíbia. Do acidente resultaram 33 mortos, incluindo sete cidadãos de origem portuguesa.

UE ATUALIZA LISTA DE COMPANHIAS AÉREAS PROBIDAS NO ESPAÇO EUROPEU

Também esta quinta-feira, foi anunciada uma atualização da lista de companhias aéreas proibidas de voar no espaço europeu. As linhas aéreas de Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Angola (com excepção da TAGG, sob condições estritas) continuam a constar no documento.

A mais recente atualização na “lista negra” de segurança aérea europeia incluiu as companhias aéreas do Nepal no lote de proibições. Existem agora 280 transportadoras que não podem voar no espaço aéreo europeu.

Apesar de não retirar qualquer companhia desta lista, a União Europeia destacou os progressos registados pelas Filipinas, Sudão e Zâmbia. Também a Líbia foi elogiada pelo organismo europeu, no entanto as autoridades líbias não autorizam as companhias aéreas do país a voar para a Europa, sem antes serem objeto de um processo de certificação. 

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