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Correio da Manhã

Portugal
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ACIDENTE DE AVIÃO ESQUECE BOMBEIROS

Os procedimentos desencadeados quarta-feira na sequência do desaparecimento de um avião, despenhado na Serra de Sintra, o que causou quatro mortos, são fortemente criticados pelo presidente da Liga de Bombeiros, Duarte Caldeira, que, na próxima semana, fará uma exposição ao ministro da Administração Interna.
5 de Julho de 2002 às 21:55
“Fica comprovada a inexistência de um verdadeiro sistema nacional de protecção civil. Ele não é mais do que a soma aritmética de serviços e pessoas, sem coordenação integrada”, afirmou ao CM.

O monomotor Piper PA-32 saiu do aeródromo de Tires às 11h30 e deixou de ser visível no mapa de radar pelas 12h19, mas a NAV - Navegação Aérea de Portugal apenas informou o Centro de Operações da Força Aérea (COFA) às 17h50, que fiscalizou a zona com um aviocar, sem sucesso. O que, às 22h43, levou o COFA a solicitar buscas terrestres ao Centro Nacional de Coordenação de Socorros, após esta estrutura dos bombeiros ter sido alertada por jornalistas.

“Passaram dez horas e 24 minutos para ser pedida ajuda aos bombeiros, que, em meia hora, detectaram o monomotor. Não é admissível o tempo que a NAV levou a accionar a Força Aérea e que esta não tenha informado os bombeiros ou a Protecção Civil de imediato.” Duarte Caldeira lamenta que a estrutura de socorro funcione “em função de burocracias e de sistemas fechados sobre si próprios”.
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