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Correio da Manhã

Portugal
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Acidente de miúdo levanta dúvidas

A falta de elementos de prova levou ontem o Tribunal de Leiria a convocar mais duas testemunhas e a adiar a leitura da sentença do processo em que é arguida a proprietária do ginásio Fisicoleiria, onde uma criança de oito anos sofreu ferimentos graves ao ser sugada pelo ralo da piscina, em 2002.
1 de Agosto de 2007 às 00:00
O acidente aconteceu em Fevereiro de 2002 na piscina do Ginásio Fisicoleiria
O acidente aconteceu em Fevereiro de 2002 na piscina do Ginásio Fisicoleiria FOTO: Carlos Ferreira
“Ao proferir a sentença, o juiz tem que fundamentá-la com a prova produzida em sede de julgamento. E eu não tenho elementos certos e seguros quanto ao conhecimento da arguida relativamente à fonte de perigo, que era o ralo”, justificou o juiz Gil Vicente.
Perante a falta de dados, o magistrado convocou dois monitores do ginásio para voltarem a depor e aproveitou para interrogar de novo a arguida, Deolinda Antunes, sobre eventuais reclamações relacionadas com o funcionamento da piscina.
“Só havia reclamações que a água era fria e nunca ninguém chamou a atenção por o ralo estar a puxar de mais”, afirmou a arguida. Deolinda Antunes revelou ainda que o estabelecimento não possuía livro de reclamações por não ser exigido por Lei nessa altura.
O acidente ocorreu em Fevereiro de 2002. O menino estava a fazer ‘golfinhos’ numa aula de natação quando se imobilizou no fundo da piscina, sugado pelo ralo de aspiração de água. Ficou submerso entre cinco a sete minutos e só depois de ser desligado o quadro eléctrico é que o monitor o conseguiu tirar para fora da água.
A criança já recuperou parcialmente, mas ficou com lesões neuro-psicomotoras. Após o acidente, o ginásio foi encerrado pela Autoridade de Saúde de Leiria.
A proprietária é acusada de um crime de ofensa grave à integridade física por negligência. A próxima sessão está marcada para dia 10 de Agosto.
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