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Correio da Manhã

Portugal
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Acidente destapa trabalho escravo

GNR identifica pastor a viver há 6 anos em condições desumanas.
Pedro Galego 9 de Novembro de 2017 às 01:30
Homem, de 64 anos, trabalhava como pastor numa herdade próxima de Portel e vivia em condições desumanas
Homem foi encaminhado pela GNR para o Estabelecimento Prisional de Castelo Branco
Detido foi transportado para as instalações da GNR
Homem, de 64 anos, trabalhava como pastor numa herdade próxima de Portel e vivia em condições desumanas
Homem foi encaminhado pela GNR para o Estabelecimento Prisional de Castelo Branco
Detido foi transportado para as instalações da GNR
Homem, de 64 anos, trabalhava como pastor numa herdade próxima de Portel e vivia em condições desumanas
Homem foi encaminhado pela GNR para o Estabelecimento Prisional de Castelo Branco
Detido foi transportado para as instalações da GNR
Foi um simples acidente envolvendo uma ovelha e um automóvel a revelar o que as autoridades acreditam ser um caso de tráfico de seres humanos, na vertente de exploração laboral. Um homem, de 64 anos, vivia há pelo menos seis anos em condições desumanas.

O trabalho como pastor numa herdade próxima de Portel, no Alentejo, seria pago apenas com um sítio para dormir, comida enlatada e vinho.

Segundo o Comando de Évora da GNR, a situação levantou suspeitas quando os militares do posto de Portel no processo de identificação dos intervenientes, condutor e proprietário da ovelha, constataram que este último era pastor e estaria a trabalhar numa exploração agrícola, "o qual não era detentor de documento de identificação, que alegadamente estava retido pelo patrão".

Os militares da GNR acompanharam então o homem até ao local onde habitava - uma casa cedida pela entidade patronal, sem possuir as mínimas condições de habitabilidade. A vítima ainda informou que não auferia qualquer vencimento, sendo-lhe disponibilizada, esporadicamente, alimentação enlatada e vinho.

"Perante estes factos, os militares transportaram o indivíduo para o posto e fornecerem-lhe uma refeição, tendo posteriormente encaminhado o mesmo para uma instituição de acolhimento, onde está a receber tratamento", acrescenta a GNR.

O proprietário da exploração agrícola em causa foi identificado e o assunto remetido para o Ministério Público, que dará seguimento à investigação.
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