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Correio da Manhã

Portugal
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“Acordámos com o estrondo”

A calma habitual da aldeia de Cabanas, no concelho de Palmela, deu ontem de madrugada lugar à agitação, quando três assaltantes fizeram explodir - através de injecção de gás - a caixa ATM do posto de abastecimento da Galp. Fugiram com milhares de euros mas pelo caminho, no meio do rasto de destruição, deixaram 400 euros em notas. Só este mês, este é já o 19º ataque à bomba na Grande Lisboa.
20 de Outubro de 2012 às 01:00
Paulo Ruivo conta ter ouvido “um grande estrondo” e que teve medo
Paulo Ruivo conta ter ouvido “um grande estrondo” e que teve medo FOTO: Bruno Colaço

Eram 03h30 quando os moradores ouviram a explosão. Paulo Ruivo, 35 anos, proprietário de um café nas imediações, vive junto às bombas. Não ganhou para o susto quando ouviu o barulho, mas nem se atreveu a espreitar à janela. "Foi um grande estrondo que acordou toda a vizinhança. Sei que houve moradores que ainda os viram a fugir, mas eu nem abri a janela. Ouvi a fuga a alta velocidade", contou ao CM. Também Maria Pires não ganhou para o susto: "Fiquei tão nervosa que já não consegui dormir", afirmou.

O assalto durou poucos minutos. Os três assaltantes fizeram explodir a caixa, retiraram as duas gavetas com o dinheiro - o ATM tinha sido carregado na passada semana - e fugiram a alta velocidade numa carrinha todo-o-terreno, no sentido Palmela-Lisboa. Antes da fuga, deixaram dinheiro pelo caminho, em grande parte devido ao pequeno incêndio que a explosão causou e que terá alarmado ainda mais os moradores. A explosão à bomba destruiu não só o ATM como causou danos consideráveis na loja de conveniência da Galp- que ontem se mantinha em funcionamento.

Na madrugada de ontem, registaram-se ainda duas tentativas de assalto a caixas ATM: em Ramada, Odivelas, e no centro de saúde de Foros da Amora, Seixal.

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