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Correio da Manhã

Portugal
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Activistas vigiados

A acção do grupo ecologista que destruiu a plantação de milho transgénico em Silves está a ser acompanhada pelo SIS e pela DCCB de forma “discreta e informal”. O CM apurou que o assunto será analisado hoje numa das habituais reuniões de coordenação das forças policiais em função da informação que a GNR vier a disponibilizar.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
A GNR deverá apresentar um relatório sobre o que aconteceu sexta-feira em Silves e, em particular, sobre as pessoas que conseguiu identificar. A acção de invasão de uma propriedade privada visando a destruição de um campo de cultivo de milho transgénico é comparado pelas várias fontes contactadas pelo CM com o movimento OKupa e outro tipo de grupos que actuam com motivações ideológicas que, no limite, podem resultar em acções de sabotagem contra estruturas do próprio Estado. Cortes de vias, destruições de plantações em propriedade privada são acções de protesto que atentam contra o próprio estado e, por isso, considerados actos de sabotagem. É neste enquadramento que a questão está a ser analisada, tanto no SIS como na DCCB e no próprio Governo.
Entre as pessoas identificadas estão militantes ecologistas radicais, de extrema esquerda. Foi ainda detectada a presença de militantes estrangeiros mas nenhum deles fará parte do grupo de pessoas identificadas pela GNR, que conhecia o acampamento e o objectivo de protestar mas não de invadir a plantação.
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