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Correio da Manhã

Portugal
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Acusa guardas de agressões

Uma queixa de um recluso, que afirma ter sido agredido, roubado e injuriado, levou ontem os primeiros 32, de um grupo de 64 guardas prisionais, às instalações da Polícia Judiciária, em Lisboa. Todos eles estão indiciados pelos crimes referidos e foram arrolados por uma procuradora do Ministério Público (MP) de Oeiras, instância onde o processo ainda corre a sua fase de inquérito.
23 de Março de 2007 às 00:00
Os 64 guardas prisionais estão, ou estiveram, colocados no Estabelecimento Prisional de Caxias, local onde alegadamente terão tido lugar os factos. “Todos tiveram de se deslocar ontem à Polícia Judiciária, na rua Gomes Freire, para serem reconhecidos pelo autor da queixa”, disse ao CM fonte judicial.
E por ordem da magistrada que conduz a instrução do processo, todos tiveram de se apresentar fardados. “Tudo para facilitar o reconhecimento por parte do queixoso”, acrescentou o responsável.
Os alegados crimes remontam a 2002, quando o recluso, agora a cumprir pena por tráfico de droga no Estabelecimento Prisional de Lisboa, ainda estava detido na cadeia de Caxias. “Ele alega que foi agredido por um número indeterminado de guardas prisionais, que o injuriaram e lhe roubaram um par de ténis”, salientou outro informador contactado pelo CM.
A alegada vítima acabou por apresentar queixa-crime contra todos os guardas-prisionais que, naquele dia, se encontravam de serviço. A procuradora que conduz o inquérito procura agora que o queixoso reconheça os autores dos crimes.
Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, disse ao CM que está a par do processo. “Receamos que tudo possa ser uma vingança contra um ou mais guardas”, opinou.
A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais não quis, para já, comentar este caso.
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