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Correio da Manhã

Portugal

ACUSADO DE ABUSAR DE FILHA COM DEZ ANOS

“Vou levar o caso até ao fim, não por vingança mas para defesa da minha filha e de outras crianças”, desabafou ao CM a mãe de ‘Filipa’ (nome fictício), uma menina que no Verão de 2000, então com 10 anos, foi repetidamente abusada pelo pai que, depois do divórcio, aproveitou o direito legal à filha durante o período de férias para a levar do Porto para a Ilha do Corvo, nos Açores, onde foi professor de Matemática.
21 de Julho de 2003 às 00:00
“A minha filha começou a apresentar sinais de perturbação, a ter problemas de incontinência urinária no sono. Mas só em Dezembro desse ano, aterrorizada pelo aproximar das férias de Natal, contou--me, assustada e de lágrimas nos olhos, o que o pai lhe fazia: quando à noite lhe contava histórias para adormecer, o meu ex-marido abusava dela”, relata ao CM a mãe de ‘Filipa’, no seu apartamento da Senhora da Hora, no Porto.
A queixa foi apresentada no Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra, de onde a mãe de ‘Filipa’ é natural e, após a dedução de acusação do Ministério Público por “prática, em autoria material, de crime de abuso sexual de criança”, o julgamento foi agendado para 28 de Maio de 2003 no Tribunal Judicial das Flores. Dois dias antes, porém, a mãe foi informada de que o julgamento fora adiado para Novembro.
“O pai, que não contestou o pedido de indemnização ou tratamentos psicológicas da filha, resolveu contestar duas facturas de 70 euros referentes a duas consultas, utilizando a disposição legal de 20 dias para o fazer. E assim adiou o início da audiência”, lamentou a mãe de ‘Filipa’.
“Mas não desistirei. Não descanso enquanto não for feita justiça”, acrescenta, determinada.
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