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Correio da Manhã

Portugal
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Adeus revoltado a idosa asfixiada

Dor, pesar, medo e revolta. Era um misto destes sentimentos que predominava entre as dezenas de pessoas que ontem se juntaram no último adeus a Isolina Ramos, de 89 anos. A antiga professora primária foi encontrada morta em sua casa, na passada quarta-feira, em Freixiel, Vila Flor, depois de ser violada e asfixiada.
6 de Junho de 2010 às 00:30
O funeral de Isolina Ramos, ontem à tarde, foi marcado pela revoltada do povo de Freixiel
O funeral de Isolina Ramos, ontem à tarde, foi marcado pela revoltada do povo de Freixiel FOTO: Eugénia Pires

A Polícia Judiciária de Vila Real continua a investigar o caso, mas ainda não há suspeitos. Hoje, a família e vizinhos da vítima vão começar a ser ouvidos.

A idosa foi encontrada com uma corda no pescoço, seminua e com marcas de agressão. A confirmação, pelos exames médicos, do crime deixou ainda mais indignados os habitantes da freguesia de Freixiel, que ainda não recuperaram do choque dos acontecimentos. Todos querem que o responsável pelo crime seja encontrado o mais rapidamente possível.

"A vontade do povo é a de fazer justiça pelas próprias mãos", sentenciava, revoltado, Armando Fidalgo, de 74 anos, sentado no muro da Igreja de Freixiel, minutos antes do funeral de Isolina Ramos. A indignação de Armando era extensível a todos os presentes, até porque a antiga docente era querida em toda a freguesia transmontana. "Não podia haver melhor pessoa do que ela", comentava a vizinha Elisa Rosinha, com o rosto fechado pela tristeza.

Na aldeia, ninguém se atreve a levantar suspeitas sobre quem quer que seja. O medo e a desconfiança estão instalados, especialmente entre as pessoas que vivem sozinhas e que temem que o episódio de horror se volte a repetir.

Mais serena estava Carolina Aguiar, afilhada da vítima, que diz estar confiante no trabalho da Polícia Judiciária. "Acredito que, em breve, vão apurar toda a verdade", disse ao CM.

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