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Correio da Manhã

Portugal

Administrador da EDP arguido

Coleccionava algumas armas e era cliente da espingardaria Caça e Defesa, em Lisboa. E “só por isso”, garante ao CM uma fonte ligada ao processo, “um administrador da Sanvida”, empresa de saúde do grupo EDP, “viu-se envolvido no escândalo de tráfico de armas – e passou quatro dias nos calabouços do Tribunal de Instrução Criminal e do Governo Civil, tratado como um criminoso”.
29 de Março de 2006 às 00:00
O desespero foi tal que este executivo, com cerca de 40 anos, “chorava na cela, lamentando-se de ter a carreira arruinada”. “Misturado com todo o tipo de gente”, esperava a sua vez, entre os 29 detidos, para ser presente à juíza Maria Antónia Andrade.
Foi finalmente ouvido no domingo e, tal como a esmagadora maioria, aguarda julgamento com termo de identidade e residência (TIR).
E já na madrugada de ontem a juíza acabou de ouvir os dois principais arguidos – o agente Martinho, da PSP, que geria a espingardaria Caça e Defesa, e Celestino Soares, chefe do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, responsável pelas licenças e alvarás para posse e venda de armas em Portugal.
O primeiro ficou em prisão preventiva na cadeia de Santarém; o segundo saiu com TIR. Ao que o CM apurou, o primeiro “foi apanhado em escutas telefónicas”; o segundo, “com cerca de 200 licenças de uso e porte de arma em branco”. Quatro dos elementos da PSP estão proibidos pelo Tribunal de exercer funções públicas.
Entretanto, o Governo decidiu que, para desburocratizar, vai deixar de ser preciso entregar registo criminal para requerer posse de arma. O documento será passado entre os serviços do Estado.
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