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Correio da Manhã

Portugal
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Contradições voltam a tramar Rosa Grilo. Viúva não reconhece arma que matou o triatleta

António Joaquim ouvido no final da sessão. Rosa omite tese dos angolanos ao amante.
Tânia Laranjo e Rita F. Batista 17 de Setembro de 2019 às 09:40
Rosa Grilo chora a falar do filho na segunda sessão do julgamento
Rosa Grilo fala em tribunal ao lado de António Joaquim
Rosa Grilo, na segunda sessão de julgamento
Rosa Grilo chora a falar do filho na segunda sessão do julgamento
Rosa Grilo fala em tribunal ao lado de António Joaquim
Rosa Grilo, na segunda sessão de julgamento
Rosa Grilo chora a falar do filho na segunda sessão do julgamento
Rosa Grilo fala em tribunal ao lado de António Joaquim
Rosa Grilo, na segunda sessão de julgamento
Rosa Grilo e António Joaquim regressaram esta terça-feira ao tribunal de Loures para a segunda sessão do julgamento. Tânia Reis, chegou ao tribunal cerca das 9h20 e afirmou aos jornalistas que espera que António Joaquim seja ouvido uma vez que na primeira sessão apenas falou a sua constituinte. 


A defesa de Rosa negou ainda, à entrada do tribunal, que Rosa Grilo tenha cometido qualquer deslize na primeira sessão de julgamento, ocorrida no passado dia 10 de setembro. "Quais contradições?", afirmou.

Terminou a sessão perto das 18h00
Terminou a segunda sessão do julgamento do homicídio do triatleta Luís Grilo, no Tribunal de Loures. Rosa Grilo foi ouvida ao longo de praticamente todo o dia. António Joaquim respondeu à juíza do coletivo apenas no final da sessão, não sendo possível clarificar se o amante de Rosa Grilo será novamente ouvido. 

António Joaquim afirma que sabia do desaparecimento de Luís Grilo, mas que Rosa nunca lhe falou sobre a tese dos angolanos.

No dia do desaparecimento do triatleta, António Joaquim diz que não esteve com a amante, mas que no dia seguinte, quando se encontraram esta "parecia um bicho". De acordo com o amante de Rosa, a viúva estava com a cara inchada e parecia que tinha estado a chorar durante toda a noite. 

A defesa de António expôs três armas, uma delas a que o Ministério Público considera ser a arma do crime. Em tribunal, Rosa Grilo não reconheceu nenhuma das armas, chegando mesmo a dizer que nenhuma delas foi a que matou Luís Grilo. No entanto, António Joaquim diz que não tem em sua posse mais armas. 

À saída do tribunal, e quando confrontada com o depoimento da defesa de António Joaquim, a advogada de Rosa Grilo, Tânia Reis, afirmou que não existe nenhuma contradição e que os depoimentos dos dois arguidos vão no mesmo sentido. 

Na segunda sessão do julgamento, foram dadas como terminadas as declarações de Rosa Grilo. Na próxima semana serão ouvidas 20 testemunhas. 10 da parte da manhã e as restantes 10 ao longo da tarde. 

Sessão começou cerca das 9h55
A sessão começou atrasada às 9h55. Deveria ter começado às 9h15, mas às 9h46 ainda existiam pessoas à espera de entrar na sala de audiências. Também o coletivo de juízes estava ainda por entrar nessa altura.

Rosa apresentou-se no tribunal com um vestido preto, acima do joelho, com recortes dourados nas bainhas e maquilhada de forma subtil como tem vindo a ser habitual. A viúva calça sandálias rasas e o cabelo mais encaracolado. António Joaquim surgiu com um fato escuro e semblante carregado. 

A viúva nunca cruzou o olhar com o amante, António Joaquim. Pouco depois de começar a depor, a viúva emocionou-se a falar do filho, de 14 anos que, segundo ela, tem estado muito distante desde que a tia, Júlia Grilo, tem a custódia provisória. Foi contrainterrogada pelo advogado que representa o filho, que se constituiu assistente no processo.

O rapaz tem visitado a mãe uma vez por semana, ao longo do último ano, mas terá manifestado algum afastamento com o passar do tempo. Rosa Grilo poderá mesmo perder a custódia do menor em definitivo caso seja condena pela morte do marido.

Os jurados não fizeram perguntas enquanto a viúva esteve a depor.

Rosa Grilo sorriu algumas vezes durante os depoimentos levando a juíza a irritar-se. Tânia Reis, a advogada da viúva, disse que a sua constituinte sorriu por estar nervosa. "É como um tique nervoso", concluiu a defesa da viúva.

Rosa Grilo diz que apenas sabia de dois dos seis seguros feitos pelo marido

A arguida Rosa Grilo assumiu que apenas tinha conhecimento da existência de dois dos seis seguros feitos pelo marido, numa sessão do julgamento marcada por contradições da arguida, na qual acrescentou novos elementos à versão inicial.

Na segunda sessão do julgamento, no Tribunal de Loures, Rosa Grilo, disse que só soube desses quatro seguros quando foi interrogada no Tribunal de Vila Franca de Xira.

A acusação do Ministério Público (MP) sustenta que Luís Grilo foi morto para que os arguidos pudessem assumir a relação amorosa e beneficiassem dos seus bens: 500.000 euros em indemnizações de vários seguros, outros montantes em depósitos bancárias e a habitação.

Após a sessão ter sido interrompida para pausa para almoço, o advogado de António Joaquim falou aos jornalistas e afirmou que as contradições de Rosa não afetam o seu cliente. Ricardo Serrano Vieira diz ainda que António Joaquim "tem interesse em falar sobre todos os aspetos".



O depoimento de Rosa deverá prolongar-se durante a tarde.

Recorde-se que a primeira versão de Rosa indicava que foram os angolanos que mataram o marido, Luís Grilo. Na primeira sessão do julgamento, Rosa decidiu acrescentar um dado relevante à história: afinal os três homens que entraram na casa do casal estavam armados e não apenas um, como tinha dito num primeiro momento. 

O Ministério Público afirma que o crime foi planeado ao pormenor e pede 100 mil euros para a criança, filho de Rosa e Luís. A viúva deverá perder o dinheiro da herança e seguros. Tudo reverterá para o filho do casal que está ao cuidado da tia paterna provisoriamente.

Estão previstas mais duas sessões deste julgamento. Ocorrerão sempre às terças-feiras.
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