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Correio da Manhã

Portugal
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Advogada do SEF pode ir para prisão

Começaram ontem a ser ouvidas no Tribunal de São João Novo, no Porto, as alegações finais do caso da advogada Elisabete Chaves, que juntamente com doze inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), está acusada de diversos crimes relacionados com a legalização irregular de imigrantes.
25 de Abril de 2009 às 00:30
Depois de estar em prisão preventiva durante mais de dois anos, Elisabete Chaves foi libertada em Outubro
Depois de estar em prisão preventiva durante mais de dois anos, Elisabete Chaves foi libertada em Outubro FOTO: Sónia Caldas

A procuradora do Ministério Público deu como provados os 252 crimes de que Elisabete Chaves está acusada (extorsão, tráfico de influências, corrupção, falsificação de documentos e auxílio à imigração ilegal). O MP afirmou ainda que a advogada deve ser condenada por todos os crimes.

A procuradora conclui que a advogada era o "cérebro" do grupo e que os co-arguidos Jaime Oliveira e José Bessa eram os seus "elementos de confiança".

O MP afirmou ainda que Elisabete nunca teve intenção de oferecer emprego a nenhum dos imigrantes. "A maior parte dos clientes era brasileiras que se prostituíam. A Elisabete sabia perfeitamente que elas não iam aceitar um trabalho com um salário inferior."

No final, a procuradora apenas pediu ao colectivo de juízes que "se faça justiça".

Devido à quantidade de crimes cometidos, durante o dia de ontem, apenas foram ouvidas as alegações do Ministério Público, tendo sido marcada para dia 30 nova sessão.

Elisabete Chaves chegou a estar dois anos em prisão preventiva. A advogada foi libertada a 3 de Outubro do ano passado, quando se aproximava do fim o prazo legal para a prisão preventiva . Três meses antes, em Julho, dois inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, arguidos no processo, foram também libertados .

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