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Correio da Manhã

Portugal
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Advogados inventam carreiras contributivas

Objetivo era conseguirem reformas e subsídios. Ficaram em silêncio perante a juíza.
Fátima Vilaça e Tânia Laranjo 30 de Novembro de 2016 às 13:24
Advogado Fernando Salgado é tido como um dos mentores da fraude
Contabilista Ana Maria Barroso e Leopoldo  Tavares, funcionário de Ernesto Salgado
Joaquim Oliveira, um dos contabilistas, à saída da PJ
Advogado Fernando Salgado é tido como um dos mentores da fraude
Contabilista Ana Maria Barroso e Leopoldo  Tavares, funcionário de Ernesto Salgado
Joaquim Oliveira, um dos contabilistas, à saída da PJ
Advogado Fernando Salgado é tido como um dos mentores da fraude
Contabilista Ana Maria Barroso e Leopoldo  Tavares, funcionário de Ernesto Salgado
Joaquim Oliveira, um dos contabilistas, à saída da PJ
Ernesto Salgado era tratado no grupo por "patrão". Era o advogado, tido como um dos mentores do esquema criminoso que lesou a Segurança Social em 15 milhões de euros e que pagava aos testas de ferro.

Era também ele quem garantia o pagamento das avenças aos contabilistas que participavam nos negócios. O advogado fazia parceria com o irmão, também advogado e antigo diretor da Segurança Social de Braga. Chegaram ao ponto de criar carreiras contributivas fictícias.

Conseguiam desta forma reformas e subsídios. Esta terça-feira, Ernesto Salgado remeteu-se ao silêncio perante a juíza de instrução criminal, assim como os restantes sete coarguidos detidos pela Polícia Judiciária de Braga na segunda-feira, no âmbito da operação Trapos Soltos.

Os arguidos passaram mais uma noite detidos, uma vez que só hoje, às 16h30, o tribunal vai comunicar as medidas de coação que decidiu aplicar a cada um deles.

O esquema de que o grupo - constituído por dois advogados, três contabilistas, dois empresários e um empregado de escritório - é suspeito durava pelo menos desde 2011. Ofereciam lugares de sócios e gerentes a pessoas com baixos recursos, alguns deles cidadãos estrangeiros, sem rendimentos ou património.

Um destes testas de ferro foi usado por Ernesto Salgado para se apoderar de 100 mil euros de um cliente. Falsificou uma procuração e, aproveitando a confiança do gerente bancário, sacou o dinheiro.
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