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Correio da Manhã

Portugal

ADVOGADOS NAS URNAS EM MASSA

Por esta hora já o novo bastonário da Ordem dos Advogados festeja a sua vitória. Ontem foi dia de eleições para estes profissionais que correram às urnas em grande número, sobretudo em Lisboa, onde a afluência se fez sentir logo à abertura das mesas de voto. O 23.º bastonário, cujo nome só foi conhecido durante a madrugada, toma posse a 6 de Janeiro.
4 de Dezembro de 2004 às 00:00
António Marinho, João Correia e Rogério Alves foram os candidatos que fizeram campanha para suceder a José Miguel Júdice. Votaram todos ao longo da manhã, mas escusaram-se a adiantar pormenores. À boca das urnas, sobraram elogios ao decoro da campanha e à reflexão que dizem ter provocado. Quanto ao futuro, o mais urgente parece ser a reorganização da Ordem dos Advogados. Segue-se o diálogo com o Governo, ainda possível apesar da crise política que atravessamos.
O ainda bastonário chegou cedo para acompanhar o processo eleitoral. Passou a manhã escada-acima, escada-abaixo, na sede da Ordem. no largo de S. Domingos. Só depois de depositar o seu voto, entendeu dizer o que lhe ia na alma.
“Não estou nem triste, nem aliviado”, disse mostrando-se antes alegre e simultaneamente saudoso por passar o testemunho. Em declarações aos jornalistas, Júdice reconheceu que “ficaram coisas por fazer”, mas que cumpriu a sua missão: “Foram anos duros, muito difíceis, a trabalhar em prol dos advogados”, referiu.
Menos atarefado e visivelmente bem-disposto mostrou-se Rogério Alves. Eram 10h35 quando transpôs a porta e se dirigiu à mesa de ‘triagem’. Sozinho entrou e sozinho saiu. Pelo meio, lamentou a crise política: “As leis andam mal, a Justiça anda mal, temos muitas coisas para negociar”. Se ganhar? A pergunta é inevitável e a resposta não se faz esperar: “Primeiro, vou descansar um bocadinho e acabar as minhas funções no Conselho Distrital de Lisboa”. Só depois, encontrar formas de ultrapassar os “efeitos nocivos” da crise governativa.
Preparado para ser bastonário está também João Correia. Chegou perto do meio-dia, acompanhado por Paula Teixeira da Cruz, a sua candidata para a distrital de Lisboa, e não se negou a falar aos jornalistas.
“Obviamente que estou confiante”, disse desfiando algumas das suas prioridades para o triénio 2005/2007: reorganizar a Ordem e aproximá-la dos advogados; reunir imediatamente com os colegas e dialogar com o Governo. O terceiro candidato a bastonário, António Marinho, exerceu o seu voto no Conselho Distrital de Coimbra. Faltavam poucos minutos para as 11h00 quando chegou. Abandonou o edifício 25 minutos depois. Mostrou-se bem-disposto e considerou a participação dos advogados nas eleições como “uma grande vitória para os três candidatos”.
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