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Correio da Manhã

Portugal
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Aeronave está retida

A aeronave americana anteontem obrigada a aterrar no aeródromo de Tires, por uma parelha de F-16 da Força Aérea, permanecia ontem em Cascais impedida de partir para o seu destino, em França, por falta de documentação. O monomotor foi escoltado pelo caças devido a uma avaria eléctrica que o impediu de comunicar com o controlo de tráfego aéreo, lançando assim o alarme.
27 de Julho de 2005 às 00:00
A aeronave foi interceptada por dois F-16 da Força Aérea, parelha que está em alerta constante
A aeronave foi interceptada por dois F-16 da Força Aérea, parelha que está em alerta constante FOTO: d.r.
A Piper Cherokee partiu dos EUA e fez uma paragem nos Açores, no aeroporto de Santa Maria. Depois começaram os problemas. A aeronave não respondeu às comunicações do controlo de tráfego aéreo e passou a ser suspeita.
Uma parelha de F-16 da Força Aérea descolou da base de Monte Real, Leiria. “Uma aeronave estranha pode pôr em causa a soberania nacional”, justificou o coronel Barbosa, da Força Aérea.
Os F-16 interceptaram o monomotor a 70 milhas da costa. “Os aviões interceptores seguem as directrizes dos radares de Defesa Aérea, que indicam como se devem colocar, não vá o avião suspeito estar armado”, disse ao CM fonte da Força Aérea. “Depois colocam-se um em cada lado, em posições de segurança, e comunicam através de sinais com as mãos conhecidos internacionalmente por qualquer piloto”, acrescentou. O piloto acatou a ordem e foi encaminhado para o aeródromo mais próximo: Tires.
A aeronave aterrou com uma falha eléctrica que impedia as comunicações e só podia seguir caminho depois da reparação. No entanto, o Intituto Nacional de Aviação Civil detectou uma falta de documentos e, ao final da tarde de ontem, o piloto continuava retido. O Piper está registado em Delaware, Estados Unidos, em nome da empresa Auberge de Savoie.
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