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Correio da Manhã

Portugal
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Agente da PSP acusado de homicídio nega intenção de matar

O agente da PSP acusado de ter morto um homem em 2008 numa praia do concelho da Marinha Grande, negou esta sexta-feira em tribunal ter tido a intenção de matar.
16 de Abril de 2010 às 13:18
Julgamento começou esta sexta-feira
Julgamento começou esta sexta-feira FOTO: d.r.

Acusado de homicídio qualificado, Paulo Soares garantiu que disparou porque acreditava que a vítima estava  armada e relacionou a situação com um processo de tráfico de droga que  se encontrava em fase de julgamento.

 

O réu disse ainda que se encontrava no parque de estacionamento da praia das Pedras Negras, com uma mulher dentro do carro, quando ela de repente gritou “pessoa”.

 

'Quando olhei, vi um vulto junto ao retrovisor do meu lado esquerdo',  disse, acrescentando que se assustou e ficou em 'pânico' quando ouviu a  vítima gritar: 'Vou dar-te um tiro, vou-te matar'. 'Temi pela minha vida e pela da pessoa que estava comigo', salientou,  acrescentando que saiu do carro e ficou de frente para a vítima, com o veículo  no meio.      

 

O agente da PSP terá atirado então dois tiros para o lado e um para o ombro da vítima depois de a mesma ter feito um movimento que o levou a temer que o indivíduo pudesse disparar uma arma.

 

Depois terá entrado em pânico quando viu que a vítima estava gravemente ferida, afirmando em tribunal que a sua maior “preocupação era chamar o socorro”.

 

Visivelmente emocionado durante a primeira sessão de julgamento, Pedro Soares confessou que os factos ocorridos há dois anos levaram-no a pedir uma baixa médica e acompanhamento psicológico, tendo originado também o seu divórcio, segundo a  Lusa.

 

O julgamento prossegue esta tarde a partir das 14h15.

 

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