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Correio da Manhã

Portugal
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“Agora fiquei sem ouro para vender”

Daqui em diante, quem quiser entrar na ourivesaria Rubijóia, na Malveira, Mafra, tem de tocar à campainha e esperar que José Cera abra uma pesada porta blindada. A culpa é dos assaltantes que, em apenas uma semana, roubaram duas vezes a ourivesaria, levando tudo o que havia em ouro.
21 de Janeiro de 2009 às 00:30
Numa semana, José Cera sofreu milhares de euros de prejuízo
Numa semana, José Cera sofreu milhares de euros de prejuízo FOTO: Manuel Moreira

Às quatro da tarde de segunda--feira, José Cera estava sozinho na sua ourivesaria. De rompante, entrou-lhe um homem com capacete de motard pelo estabelecimento, de pistola em punho. E isto exactamente uma semana depois de três homens armados e encapuzados lhe terem roubado várias gavetas com fios e pulseiras de ouro.

"Ele estacionou uma moto de alta cilindrada à porta e entrou com uma mala a tiracolo, dizendo que queria ouro e relógios", conta José Cera ao CM. Do primeiro assalto, ocorrido no dia 12, só tinha restado ao ourives uma bandeja com pulseiras, anéis, medalhas e alianças em ouro. O ladrão apoderou-se de todas estas peças e ainda de inúmeros relógios de várias marcas.

"Ele até nem teve pressa em sair. Com calma, transpôs a porta, montou-se na mota e arrancou", descreveu o comerciante.

O roubo de segunda-feira está estimado por José Cera em cerca de dez mil euros, valor praticamente semelhante ao de há uma semana. "Fiquei sem ouro para vender. Deixaram-me só a prata e alguns relógios", lamenta ao nosso jornal o ourives, que garante já ter instalado uma porta blindada, com campainha, para se defender dos ladrões.

PORMENORES

VIDEOVIGILÂNCIA FILMOU

O sistema de videovigilância da ourivesaria Rubijóia, na Malveira, captou a acção do assaltante na segunda-feira. As cassetes do sistema serão amanhã entregues à Polícia Judiciária.

LADRÃO ALTO E MAGRO

Vestido de negro, de pele branca, aparentando cerca de 30 anos, magro, e com cerca de 1,80 m. Foi esta a descrição do ladrão que José Cera, dono da ourivesaria, fez ao CM.

CINCO ASSALTOS

Em apenas três anos de funcionamento, esta foi a quinta vez que a ourivesaria Rubijóia, na Malveira, foi assaltada. José Cera admite não ter seguro a cobrir as instalações do estabelecimento e vê com apreensão o futuro do negócio. "Vamos ver o que me traz o futuro", concluiu.

 

 

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